SILAGEM DE DIETA TOTAL CONTENDO BAGAÇO DE CANA-DE-AÇÚCAR E, OU UREIA NA ALIMENTAÇÃO DE VACAS LACTANTES: CONSUMO E DIGESTIBILIDADE
Palavras-chave:
bovinocultura leiteira, compostos nutricionais, conservação de forragens, disgestibilidae ruminal, subprodutosResumo
O experimento foi conduzido na Fazenda Bela Vista - Encruzilhada, BA. Utilizaram-se oito vacas girolando ½ sangue, multíparas com produção média de 15 kg de leite/dia e peso corporal médio de 505 ± 42 kg, distribuídas em dois delineamentos em quadrado
latino 4x4, em esquema fatorial 2x2, sendo o bagaço de cana-de-açúcar em duas proporções (40 ou 50% da dieta total) e adição de ureia (0 ou 2% da dieta total) ambos com base na MS. O experimento teve duração de 84 dias, sendo 4 períodos de 21 dias cada, onde os 17 primeiros foram destinados à adaptação e os 4 dias finais para coleta de dados. O consumo de matéria seca em kg/dia apresentou diferença variando entre as dietas com 0 e 2% de ureia, onde a dieta sem ureia proporcionou maior consumo, referente a 15,2 kg de MS/dia (Tabela1). Houve interação significativa para consumo de matéria seca em porcentagem de peso corporal, e consumo de carboidratos não fibrosos corrigidos para cinzas e proteína em kg/dia em que a dieta com a proporção de 40% do bagaço de cana e sem utilização da ureia, promoveu maior ingestão desses compostos nutricionais, sendo este superior ao consumo proveniente das demais dietas. A digestibilidade da fibra em detergente neutro corrigida para cinzas e proteína apresentou diferença para o uso da ureia, onde as dietas contendo 2% de ureia apresentaram maior digestibilidade aparente com teor de 54%. Houve interação significativa para digestibilidade da proteína bruta e dos carboidratos não fibrosos corrigidos para cinzas e proteína (Tabela 2), em que a proporção de 40% do bagaço de cana com a utilização de 2% da ureia promoveu maior digestibilidade ruminal desses
nutrientes, quando comparado as dietas em que se utilizou a proporção de 50% do bagaço de cana, sem adição de ureia nas dietas totais. Essa diferença na digestibilidade dos nutrientes pode estar relacionada a ideia de que dietas com maior teor de carboidratos tendem a ser mais digestíveis, enquanto dietas mais ricas em fibra possuem menor digestibilidade ruminal. Recomenda-se a utilização do bagaço de cana-de-açúcar na proporção de 40% com a adição de 2% ureia da dieta total na alimentação de vacas lactantes por apresentar maior digestibilidade da fibra em detergente neutro corrigida para cinzas e proteína, proteína bruta e carboidratos não fibrosos corrigidos para cinzas e proteína.PALAVRAS-CHAVE: bovinocultura leiteira, Compostos nutricionais, conservação de
forragens; digestibilidade ruminal, subprodutos.
Agência de fomento: IC FAPESB
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Referências
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Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

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