ANÁLISE DESCRITIVA DA CAPACIDADE FUNCIONAL E FORÇA DE PREENSÃO MANUAL EM PESSOAS IDOSAS RESIDENTES EM COMUNIDADE
Palavras-chave:
Capacidade Funcional, Condições de saúde, Envelhecimento, Força da mãoResumo
O envelhecimento populacional impõe desafios à manutenção da autonomia e qualidade de vida dos idosos, demandando estratégias para preservar a funcionalidade e reduzir a dependência. A capacidade funcional, avaliada por instrumentos como o Índice de Barthel e a Escala de Lawton, constitui um dos principais indicadores de independência. Paralelamente, a força de preensão manual (FPM) é amplamente utilizada como marcador da força muscular global, fragilidade e risco de dependência. Este estudo teve como objetivo analisar a associação entre a FPM e a capacidade funcional em pessoas idosas residentes na comunidade. Trata-se de um estudo descritivo, transversal e quantitativo, realizado em um grupo de convivência em Jequié-BA, com amostra censitária de 17 mulheres com 60 anos ou mais. Foram aplicados questionário sociodemográfico, Índice de Barthel, Escala de Lawton e dinamometria manual. A análise dos dados foi descritiva e, para verificar associação entre a FPM e a classificação funcional, utilizou-se ANOVA unidirecional, com nível de significância de 5% (p<0,05). Os resultados mostraram média etária de 68 anos, predomínio de sobrepeso e elevada frequência de hipertensão. A maioria apresentou boa FPM (88,2%) e independência funcional, tanto pelo Índice de Barthel (81,3%) quanto pela Escala de Lawton (64,7%). Não houve associação estatisticamente significativa entre FPM e variáveis sociodemográficas, clínicas ou funcionais. Esses achados sugerem que a prática regular de atividades em grupo pode ter contribuído para a preservação da força e independência observadas. Conclui-se que, embora não tenham sido encontradas associações significativas, a FPM mostrou-se um instrumento útil e acessível para rastrear a fragilidade e possíveis riscos funcionais. Recomenda-se sua utilização em serviços de saúde, aliada a estratégias de fortalecimento muscular e promoção da participação comunitária, a fim de favorecer o envelhecimento saudável. Estudos com amostras maiores e delineamentos longitudinais são necessários para aprofundar a compreensão da relação entre FPM e funcionalidade.
Agência de fomento: FAPESB
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