Morbimortalidade hospitalal por causas externas
Palavras-chave:
Causas externas, Epidemiologia, Hospital, MorbidadeResumo
A morbidade hospitalar por causas externas constitui um importante desafio para a saúde pública, devido ao seu impacto na morbimortalidade, nos custos hospitalares e na perda de anos potenciais de vida. O presente estudo teve como objetivo identificar a evolução e características da morbidade hospitalar por causas externas. Trata-se de um estudo ecológico, com dados secundários obtidos do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), processados pelo Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Foram incluídas variáveis sociodemográficas — sexo, raça/cor e faixa etária — e diagnósticas, conforme a Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde - CID-10. No total, registraram-se 25.916 internações, com predomínio do sexo masculino (71,2%) e da faixa etária de 20–59 anos (56,9%), seguida por idosos (19,6%). A cor/raça parda prevaleceu (55,9%), embora 38,3% dos registros estivessem sem informação. As internações estiveram associadas principalmente a outras lesões acidentais (98,9%) e exposições a forças externas (98,6%), seguidas por quedas (0,2%), acidentes de transporte (1,6%), agressões (0,0%) e eventos de intenção indeterminada (0,7%), referentes aos seus respectivos anos. Observou-se subregistro em alguns períodos, sugerindo subnotificação. Conclui-se que os acidentes não intencionais se configuram como principal causa de morbidade hospitalar, o que reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção, vigilância em saúde e fortalecimento da rede assistencial.
Agência de fomento: Fapesb
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