ESTUDOS FITOTÉCNICOS VISANDO ANTECIPAR O DESENVOLVIMENTO DE MUDAS DE UMBU GIGANTE POR PROPAGAÇÃO VEGETATIVA NO TERRITÓRIO SUDOESTE BAIANO
Palavras-chave:
Caatinga, Estaquia, Sustentabilidade, Umbuzeiro.Resumo
O umbu gigante se destaca por ter frutos que chegam a ser quatro ou cinco vezes maiores que os do tipo comum. Esse tamanho diferenciado abre grandes possibilidades de comercialização e pode representar uma importante fonte de renda para a agricultura familiar. Porém, o cultivo ainda enfrenta um grande desafio: as sementes são inférteis e, quando se utiliza a muda de umbu nativo para enxertia, o crescimento é muito lento, principalmente nos dois primeiros anos. Por isso, a planta só começa a produzir em torno de sete anos depois do plantio. Esse longo período de espera tem feito muitos agricultores desistirem da ideia de trabalhar com o umbu gigante. Diante dessa dificuldade, o presente estudo busca encontrar alternativas que acelerem o processo de produção de mudas e tornem o cultivo mais atrativo. Para isso, foram realizados dois experimentos, um primeiro testou três tipos de enraizadores — ácido indolbutírico, extrato de tiririca (Cyperus rotundus) e extrato de babosa (Aloe vera) — no enraizamento de estacas tanto do umbuzeiro nativo quanto do umbu gigante. O segundo avaliou como a estaquia, associada a diferentes enraizadores, pode ajudar no desenvolvimento de porta-enxertos de umbu gigante a partir de estacas de umbu nativo, umbu-cajá e cajá. Os estudos foram realizados em condições controladas de água e luminosidade em estufa localizada na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Espera-se permitir conhecer melhor o material genético disponível no território e orientar sua utilização na produção de mudas de umbu gigante. Os resultados preliminares mostraram o baixo pegamento das estacas indicando a necessidade de mais estudos para um melhor desenvolvimento das técnicas de produção de mudas de umbu gigante por estaquia.
Agência de fomento: fapesb
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