INCIDÊNCIA DE ESPOROTRICOSE NO MUNICÍPIO DE VITÓRIA DA CONQUISTA (BAHIA) E DESENVOLVIMENTO DE FITOPRODUTOS ANTIFÚNGICOS

Autores

  • Lorranne Teixeira Bonfim Santos Southwest Bahia State University image/svg+xml
  • Gabriele Marisco
  • Ticiane d'El Rei Passos Sodré

Palavras-chave:

Biotecnologia, Esporotricose, Fitoprodutos, Zoonoses

Resumo

A esporotricose é uma micose subcutânea causada por fungos do gênero Sporothrix spp., considerada uma zoonose de crescente relevância em saúde pública, afetando tanto animais quanto humanos. Nos felinos, a doença pode se manifestar por lesões cutâneas extensas e, em casos graves, evoluir para formas disseminadas com risco de óbito. A transmissão ocorre principalmente pelo contato com o fungo presente em solo, matéria orgânica e por arranhões ou mordidas de animais infectados. O aumento de casos em Vitória da Conquista indica expansão da doença e evidencia a necessidade de monitoramento da incidência, adoção de estratégias de prevenção e desenvolvimento de terapias eficazes. Nesse contexto, pesquisas em biotecnologia com plantas medicinais surgem como alternativas promissoras para o desenvolvimento de fitoprodutos antifúngicos, que podem complementar ou substituir tratamentos convencionais, oferecendo menor custo, menor toxicidade e maior acessibilidade. O presente estudo teve como objetivo avaliar a ocorrência da esporotricose felina no município e investigar o potencial antifúngico do extrato etanólico de Spondias purpurea, associado ao tratamento tradicional com itraconazol e iodeto de potássio. Os achados preliminares indicam que o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura, enquanto casos avançados apresentam alta letalidade, e que o uso do fitoproduto acelera a cicatrização das lesões, contribuindo para a eficácia do tratamento. Os resultados reforçam a importância de alternativas terapêuticas seguras e acessíveis, do acompanhamento clínico adequado, da conscientização da comunidade e da integração entre saúde animal, humana e ambiental, destacando a necessidade de políticas públicas que reduzam o impacto da esporotricose no sudoeste da Bahia, no contexto da Saúde Única.

Agência de fomento: Fapesb

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

BAZZI, Talissa; MELO, Stella Maris P. de; FIGHERA, Rafael A.; KOMMERS, Glaucia D. Características clínico-epidemiológicas, histomorfológicas e histoquímicas da esporotricose felina. Pesquisa Veterinária Brasileira, v. 36, p. 303-311, 2016.

BARROS, Monica Bastos de Lima; SCHUBACH, Tania Pacheco; COLL, Jesana Ornellas; GREMIÃO, Isabella Dib; WANKE, Bodo; SCHUBACH, Armando. Esporotricose: a evolução e os desafios de uma epidemia. Revista Panamericana de Salud Pública, v. 27, n. 6, p. 455–460, 2010.

BRASIL, Fundação Oswaldo Cruz. Esporotricose: pesquisadores esclarecem sobre a doença, que pode afetar animais e humanos. Notícias, 17 mar. 2017. Disponível em: https://www.ini.fiocruz.br/esporotricose-pesquisadores-esclarecem-sobre-doen%C3%A7a-que-pode-afetar-animais-e-humanos#:~:text=Esporotricose%3A%20pesquisado.

BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Vitória da Conquista (BA). Disponível em: https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/ba/vitoria-da-conquista.html.

CAVALCANTI, M. C. H.; PEREIRA, S.; GREMIÃO, I. D. F.; MENEZES, R. C. Esporotricose, um agravo de notificação compulsória e seus riscos em gatos domésticos: 15 casos com lesão nasal refratária. Revista de Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMV-SP, v. 15, n. 3, p. 94-94, 2017.

CORGOZINHO, Katia Barão; SOUZA, Heloisa Justen Moreira de; NEVES, Adriana; FUSCO, Maria Alice; BELCHIOR, Cristiane. Um caso atípico de esporotricose felina. Revista Brasileira de Ciências Veterinárias, v. 13, n. 2, p. 116-118, 2006.

DAGA, C. J.; BARBOSA, T.; VITALINO, R. C.; MARQUES, G. M.; BLOCH JR., C.; MELO, F. R. Propriedades antifúngicas e antibacterianas de proteínas de folha de seriguela Spondias mombin L. Antifungal and antibacterial properties of Spondias mombin L. leafs proteins. In: ENCONTRO DO TALENTO ESTUDANTIL, 10., 2005, Brasília, DF. Anais. Brasília: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, 2005. p. 74.

GREMIÃO, Isabella Dib Ferreira et al. Guideline for the management of feline sporotrichosis caused by Sporothrix brasiliensis and literature revision. Brazilian journal of microbiology, v. 52, n. 1, p. 107-124, 2021.

JUNIOR, R. L. P. et al. Esporotricose felina: Conduta clínica, diagnóstico e tratamento preconizados no município de Vitória- ES. Pesquisa, Sociedade e Desenvolvimento, [S. l.], v. 11, n. 10, p. e589111031028, 2022. DOI: 10.33448/rsd-v11i10.31028.

MALOSSO, M. G.; MALOSSO, T. G.; BARBOSA, E. P.; CARVALHO, R. P.; SANTOS, I. M. dos; SÁ, I. S. C.; BENTES, V. L. I. Avanços e aplicações de técnicas biotecnológicas no desenvolvimento de medicamentos. Cuadernos De Educación Y Desarrollo, [S.l.], v. 17, n. 1, p. e 7282, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.55905/cuadv17n1-109

ROCHA, Raphael Francisco Dutra Barbosa da. Tratamento da esporotricose felina refratária com a associação de iodeto de potássio e itraconazol oral. 2014. 62 f. Dissertação (Mestrado em Pesquisa Clínica em Doenças Infecciosas) – Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2014.

SANTOS, Brenna Thamyres Lima. Esporotricose felina: diagnóstico, tratamento e implicações para a saúde pública. 2024. 39 f. Trabalho de Conclusão de Estágio Supervisionado Obrigatório em Medicina Veterinária – Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2024.

SILVA, M. B. T. D.; COSTA, M. M. D. M.; TORRES, C. C. D. S., GALHARDO, M. C. G.; VALLE, A. C. F. D.; MAGALHÃES, M. D. A. F.; SABROZA, P. C.; OLIVEIRA, R. M. D. Esporotricose urbana: epidemia negligenciada no Rio de Janeiro, Brasil. Cadernos de Saúde Pública, 28, p.1867-1880, 2012.

Downloads

Publicado

2026-02-26

Como Citar

SANTOS, Lorranne Teixeira Bonfim; MARISCO, Gabriele; SODRÉ, Ticiane d’El Rei Passos. INCIDÊNCIA DE ESPOROTRICOSE NO MUNICÍPIO DE VITÓRIA DA CONQUISTA (BAHIA) E DESENVOLVIMENTO DE FITOPRODUTOS ANTIFÚNGICOS . Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica, [S. l.], v. 4, p. 1–8, 2026. Disponível em: https://anais2.uesb.br/index.php/semicit/article/view/5942. Acesso em: 23 jun. 2026.