INCIDÊNCIA DE ESPOROTRICOSE NO MUNICÍPIO DE VITÓRIA DA CONQUISTA (BAHIA) E DESENVOLVIMENTO DE FITOPRODUTOS ANTIFÚNGICOS
Palavras-chave:
Biotecnologia, Esporotricose, Fitoprodutos, ZoonosesResumo
A esporotricose é uma micose subcutânea causada por fungos do gênero Sporothrix spp., considerada uma zoonose de crescente relevância em saúde pública, afetando tanto animais quanto humanos. Nos felinos, a doença pode se manifestar por lesões cutâneas extensas e, em casos graves, evoluir para formas disseminadas com risco de óbito. A transmissão ocorre principalmente pelo contato com o fungo presente em solo, matéria orgânica e por arranhões ou mordidas de animais infectados. O aumento de casos em Vitória da Conquista indica expansão da doença e evidencia a necessidade de monitoramento da incidência, adoção de estratégias de prevenção e desenvolvimento de terapias eficazes. Nesse contexto, pesquisas em biotecnologia com plantas medicinais surgem como alternativas promissoras para o desenvolvimento de fitoprodutos antifúngicos, que podem complementar ou substituir tratamentos convencionais, oferecendo menor custo, menor toxicidade e maior acessibilidade. O presente estudo teve como objetivo avaliar a ocorrência da esporotricose felina no município e investigar o potencial antifúngico do extrato etanólico de Spondias purpurea, associado ao tratamento tradicional com itraconazol e iodeto de potássio. Os achados preliminares indicam que o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura, enquanto casos avançados apresentam alta letalidade, e que o uso do fitoproduto acelera a cicatrização das lesões, contribuindo para a eficácia do tratamento. Os resultados reforçam a importância de alternativas terapêuticas seguras e acessíveis, do acompanhamento clínico adequado, da conscientização da comunidade e da integração entre saúde animal, humana e ambiental, destacando a necessidade de políticas públicas que reduzam o impacto da esporotricose no sudoeste da Bahia, no contexto da Saúde Única.
Agência de fomento: Fapesb
Downloads
Referências
BAZZI, Talissa; MELO, Stella Maris P. de; FIGHERA, Rafael A.; KOMMERS, Glaucia D. Características clínico-epidemiológicas, histomorfológicas e histoquímicas da esporotricose felina. Pesquisa Veterinária Brasileira, v. 36, p. 303-311, 2016.
BARROS, Monica Bastos de Lima; SCHUBACH, Tania Pacheco; COLL, Jesana Ornellas; GREMIÃO, Isabella Dib; WANKE, Bodo; SCHUBACH, Armando. Esporotricose: a evolução e os desafios de uma epidemia. Revista Panamericana de Salud Pública, v. 27, n. 6, p. 455–460, 2010.
BRASIL, Fundação Oswaldo Cruz. Esporotricose: pesquisadores esclarecem sobre a doença, que pode afetar animais e humanos. Notícias, 17 mar. 2017. Disponível em: https://www.ini.fiocruz.br/esporotricose-pesquisadores-esclarecem-sobre-doen%C3%A7a-que-pode-afetar-animais-e-humanos#:~:text=Esporotricose%3A%20pesquisado.
BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Vitória da Conquista (BA). Disponível em: https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/ba/vitoria-da-conquista.html.
CAVALCANTI, M. C. H.; PEREIRA, S.; GREMIÃO, I. D. F.; MENEZES, R. C. Esporotricose, um agravo de notificação compulsória e seus riscos em gatos domésticos: 15 casos com lesão nasal refratária. Revista de Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMV-SP, v. 15, n. 3, p. 94-94, 2017.
CORGOZINHO, Katia Barão; SOUZA, Heloisa Justen Moreira de; NEVES, Adriana; FUSCO, Maria Alice; BELCHIOR, Cristiane. Um caso atípico de esporotricose felina. Revista Brasileira de Ciências Veterinárias, v. 13, n. 2, p. 116-118, 2006.
DAGA, C. J.; BARBOSA, T.; VITALINO, R. C.; MARQUES, G. M.; BLOCH JR., C.; MELO, F. R. Propriedades antifúngicas e antibacterianas de proteínas de folha de seriguela Spondias mombin L. Antifungal and antibacterial properties of Spondias mombin L. leafs proteins. In: ENCONTRO DO TALENTO ESTUDANTIL, 10., 2005, Brasília, DF. Anais. Brasília: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, 2005. p. 74.
GREMIÃO, Isabella Dib Ferreira et al. Guideline for the management of feline sporotrichosis caused by Sporothrix brasiliensis and literature revision. Brazilian journal of microbiology, v. 52, n. 1, p. 107-124, 2021.
JUNIOR, R. L. P. et al. Esporotricose felina: Conduta clínica, diagnóstico e tratamento preconizados no município de Vitória- ES. Pesquisa, Sociedade e Desenvolvimento, [S. l.], v. 11, n. 10, p. e589111031028, 2022. DOI: 10.33448/rsd-v11i10.31028.
MALOSSO, M. G.; MALOSSO, T. G.; BARBOSA, E. P.; CARVALHO, R. P.; SANTOS, I. M. dos; SÁ, I. S. C.; BENTES, V. L. I. Avanços e aplicações de técnicas biotecnológicas no desenvolvimento de medicamentos. Cuadernos De Educación Y Desarrollo, [S.l.], v. 17, n. 1, p. e 7282, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.55905/cuadv17n1-109
ROCHA, Raphael Francisco Dutra Barbosa da. Tratamento da esporotricose felina refratária com a associação de iodeto de potássio e itraconazol oral. 2014. 62 f. Dissertação (Mestrado em Pesquisa Clínica em Doenças Infecciosas) – Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2014.
SANTOS, Brenna Thamyres Lima. Esporotricose felina: diagnóstico, tratamento e implicações para a saúde pública. 2024. 39 f. Trabalho de Conclusão de Estágio Supervisionado Obrigatório em Medicina Veterinária – Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2024.
SILVA, M. B. T. D.; COSTA, M. M. D. M.; TORRES, C. C. D. S., GALHARDO, M. C. G.; VALLE, A. C. F. D.; MAGALHÃES, M. D. A. F.; SABROZA, P. C.; OLIVEIRA, R. M. D. Esporotricose urbana: epidemia negligenciada no Rio de Janeiro, Brasil. Cadernos de Saúde Pública, 28, p.1867-1880, 2012.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Você é livre para:
Compartilhar - copia e redistribui o material em qualquer meio ou formato; Adapte - remixe, transforme e construa a partir do material para qualquer propósito, mesmo comercialmente. Esta licença é aceitável para Obras Culturais Livres. O licenciante não pode revogar essas liberdades, desde que você siga os termos da licença.
Sob os seguintes termos:
Atribuição - você deve dar o crédito apropriado, fornecer um link para a licença e indicar se alguma alteração foi feita. Você pode fazer isso de qualquer maneira razoável, mas não de uma forma que sugira que você ou seu uso seja aprovado pelo licenciante.
Não há restrições adicionais - Você não pode aplicar termos legais ou medidas tecnológicas que restrinjam legalmente outros para fazer qualquer uso permitido pela licença.