NARRATIVA DE VIDA TRANSEXUAL EM A MENINA QUE NÃO FUI, DE HAN RYNER – O GÊNERO TEXTUAL DIÁRIO E SEUS DESDOBRAMENTOS DISCURSIVOS
Palavras-chave:
Diário, discurso, gênero, narrativa, romance, transexualidade.Resumo
Este trabalho apresenta uma análise interdisciplinar que combina a teoria semiolinguística de Patrick Charaudeau com as contribuições teóricas de Ida Lucia Machado. O objetivo deste trabalho é explorar a representação de sujeitos transexuais e as dinâmicas discursivas que permeiam a prática de escrita de textos do tipo diário e seus desdobramentos de gênero no romance A MENINA QUE NÃO FUI, de Han Ryner, texto escolhido para ser o referencial de estudo dessas teorias. A partir da leitura da obra, pretende-se investigar o gênero diário e a feminilidade como possível fator que motiva, majoritariamente, essa prática. A análise do discurso de Charaudeau, com sua ênfase na relação entre práticas discursivas e condições de produção, oferece um arcabouço teórico sólido para examinar como as identidades sociais e individuais são construídas e negociadas por meio do discurso, através da análise da narrativa de vida do personagem principal do romance, seus percursos identitários que se desdobram a partir da sua transexualidade e o registro de sua trajetória a partir dos seus textos escritos sob formato de diário.
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Referências
I. CHARAUDEAU, Patrick. Linguagem e Discurso: modos de organização. São Paulo: Contexto, 2014.
II. CHARAUDEAU, Patrick. Uma análise semiolinguística do texto e do discurso. Da língua ao discurso: reflexões para o ensino. Rio de Janeiro:
Lucerna, v. 2007, p.11-29, 2005.
III. MARI, Hugo. Análise do Discurso: fundamentos e práticas. Faculdade de Letras da UFMG Núcleo de Análise do Discurso, 2001.
IV. RYNER, Han. A Menina que não fui. São Paulo. Ercolano, 2023
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