PADECIMENTO CORPORAL E A OBRA “A COLUNA PARTIDA”: UM OLHAR HEIDEGGERIANO SOBRE FRIDA KAHLO
Palavras-chave:
Corpo, Enfermidade, Frida, Heidegger, PadecimentoResumo
Este trabalho é resultado de uma pesquisa de iniciação científica financiada pelo CNPq. Para o filósofo Martin Heidegger, pensar o corpo humano implica em uma consideração sobre nosso existir, portanto, emprega o termo Leib (corpo-vivido) para examinar a maneira como estamos no mundo corporalmente. Seu pensamento foi de suma importância não só para a Filosofia, mas também para teóricos da enfermidade que têm se servido O modelo biomédico aborda o corpo apenas de maneira biológica, como Körper (corpo-material), excluindo a possibilidade de pensar a experiência humana no mundo e o modo como nós corporamos. Heidegger articula o conceito de ser-no-mundo, entendido como constituição fundamental do Dasein, com o de corpo vivido (Leib) e nos convida a pensar nossa corporeidade a partir da maneira como estamos lançados na familiaridade cotidiana. Isso implica pensar nossa corporeidade para além dos limites corpóreos anatomofisiológicos, pensar nosso corpo como um corpo vivido (Leib), posto que corporamos abertos existencialmente para o mundo. A partir das considerações do filósofo sobre a corporeidade, analisamos a biografia e obra A coluna partida (1944) de Frida Kahlo. Trata-se de um autorretrato que mostra seu padecimento corporal decorrente das intervenções cirúrgicas a que a artista foi submetida. Esse trabalho apresenta um exame final da tela a partir das discussões heideggerianas sobre corpo e enfermidade. Sem a bolsa de Iniciação Científica da agência financiadora CNPq esta pesquisa não seria possível.
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