MORTALIDADE DOS PACIENTES INTERNADOS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA ADULTA
Palavras-chave:
Estatística descritiva, Morbidade, Mortalidade, Unidade de Terapia Intensiva.Resumo
Introdução: O envelhecimento da população trouxe mudanças epidemiológicas no cenário brasileiro, incluindo a predominância das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), que são as principais causas de complicações relacionadas à saúde dos indivíduos, o que levam a internação nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), bem como a mortes prematuras em todo o mundo. Objetivo: Descrever à mortalidade dos pacientes internados em unidade de terapia intensiva adulta. Métodos: Estudo transversal, elaborado a partir de dados obtidos do projeto “Fatores associados à multimorbidade de indivíduos atendidos em unidade de terapia intensiva adulta”. As informações foram coletadas em prontuários de indivíduos internados na UTI 1, no ano de 2019, em um hospital público de grande porte, situado no interior da Bahia. A análise dos dados ocorreu por meio do programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 21.0, sendo dispostos por meio da estatística descritiva. Este estudo atendeu aos princípios éticos da pesquisa sendo submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia conforme protocolo nº 3.092.575. Resultados: Identificou-se 434 internações na UTI 1, sendo que 103 (23,73%) indivíduos foram a óbito. Destes, 62,14% eram do sexo masculino, 54,37% eram maiores de 60 anos, 81,55% da raça/cor não branca, 55,34% viviam sem companheira, 52,43% residiam em outras cidades, 71,84% foram internados em dias úteis e 61,17% no primeiro semestre. Quanto a origem dos pacientes 63,11% adivinham do pronto socorro e 22,33% do centro cirúrgico, 57,28% foram submetidos a cirurgia, 75,73% fizeram uso de antibioticoterapia, 84,47% usaram drogas vasoativas e 66,99% necessitaram de ventilação mecânica. Referente às doenças de base, 45,63% tinham hipertensão arterial sistêmica, 24,27% diabetes mellitus, 14,56% câncer, 8,74% eram etilistas e 7,77% tabagistas. Conclusão: Destaca-se a alta taxa de mortalidade na UTI 1 quando comparadas com a mortalidade nas UTIs do Brasil, com destaque para os homens maiores de 60 anos, que residiam em outras cidades, necessitaram de cirurgias e que tinham hipertensão enquanto principal comorbidade. Dessa forma, faz-se necessário traçar estratégias específicas para a prestação de cuidados adequados referente aos agravos em saúde, especialmente quanto ao desenvolvimento de ações voltadas para a prevenção e promoção da saúde da população, com vistas a redução de complicações que levam às internações em UTI.
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Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

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