MORTALIDADE DOS PACIENTES INTERNADOS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA ADULTA

Autores

  • Valéria Pereira Ribeiro
  • Juliana da Silva Oliveira
  • Wilma Keila Santana Freitas
  • Pietra Brito Rocha
  • Marta Almeida de Jesus
  • Nathale Santos Batista

Palavras-chave:

Estatística descritiva, Morbidade, Mortalidade, Unidade de Terapia Intensiva.

Resumo

Introdução: O envelhecimento da população trouxe mudanças epidemiológicas no  cenário brasileiro, incluindo a predominância das doenças crônicas não transmissíveis  (DCNT), que são as principais causas de complicações relacionadas à saúde dos  indivíduos, o que levam a internação nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), bem  como a mortes prematuras em todo o mundo. Objetivo: Descrever à mortalidade dos  pacientes internados em unidade de terapia intensiva adulta. Métodos: Estudo  transversal, elaborado a partir de dados obtidos do projeto “Fatores associados à  multimorbidade de indivíduos atendidos em unidade de terapia intensiva adulta”. As  informações foram coletadas em prontuários de indivíduos internados na UTI 1, no ano de 2019, em um hospital público de grande porte, situado no interior da Bahia. A  análise dos dados ocorreu por meio do programa Statistical Package for the Social  Sciences (SPSS), versão 21.0, sendo dispostos por meio da estatística descritiva. Este  estudo atendeu aos princípios éticos da pesquisa sendo submetido e aprovado pelo  Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia  conforme protocolo nº 3.092.575. Resultados: Identificou-se 434 internações na UTI  1, sendo que 103 (23,73%) indivíduos foram a óbito. Destes, 62,14% eram do sexo  masculino, 54,37% eram maiores de 60 anos, 81,55% da raça/cor não branca, 55,34% viviam sem companheira, 52,43% residiam em outras cidades, 71,84% foram  internados em dias úteis e 61,17% no primeiro semestre. Quanto a origem dos pacientes 63,11% adivinham do pronto socorro e 22,33% do centro cirúrgico, 57,28% foram submetidos a cirurgia, 75,73% fizeram uso de antibioticoterapia, 84,47% usaram drogas vasoativas e 66,99% necessitaram de ventilação mecânica. Referente às  doenças de base, 45,63% tinham hipertensão arterial sistêmica, 24,27% diabetes  mellitus, 14,56% câncer, 8,74% eram etilistas e 7,77% tabagistas. Conclusão: Destaca-se a alta taxa de mortalidade na UTI 1 quando comparadas com a  mortalidade nas UTIs do Brasil, com destaque para os homens maiores de 60 anos,  que residiam em outras cidades, necessitaram de cirurgias e que tinham hipertensão  enquanto principal comorbidade. Dessa forma, faz-se necessário traçar estratégias  específicas para a prestação de cuidados adequados referente aos agravos em saúde,  especialmente quanto ao desenvolvimento de ações voltadas para a prevenção e  promoção da saúde da população, com vistas a redução de complicações que levam  às internações em UTI. 

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Publicado

2026-04-07

Como Citar

VALÉRIA PEREIRA RIBEIRO; JULIANA DA SILVA OLIVEIRA; WILMA KEILA SANTANA FREITAS; PIETRA BRITO ROCHA; MARTA ALMEIDA DE JESUS; NATHALE SANTOS BATISTA. MORTALIDADE DOS PACIENTES INTERNADOS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA ADULTA. Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica, [S. l.], v. 1, 2026. Disponível em: https://anais2.uesb.br/index.php/semicit/article/view/6906. Acesso em: 22 jun. 2026.