CURRÍCULO, PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E FORMAÇÃO DOCENTE PARA A INCLUSÃO DE ESTUDANTES COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NAS SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Palavras-chave:
Desenvolvimento Profissional Docente, Educação Inclusiva, Estratégias Pedagógicas, Flexibilização Curricular, Transtorno do Espectro AutistaResumo
Este trabalho investiga a interrelação entre currículo, práticas pedagógicas e formação docente no contexto da inclusão de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas séries finais do ensino fundamental. A inclusão desses estudantes requer transformações estruturais que ultrapassam a simples inserção física no ambiente escolar. Através de revisão bibliográfica fundamentada em autores contemporâneos da educação especial, examina-se como a flexibilização curricular, aliada a práticas pedagógicas diferenciadas e à formação docente adequada, promove a aprendizagem significativa. Os resultados revelam que a efetivação da inclusão demanda um currículo adaptável baseado no Desenho Universal para a Aprendizagem, estratégias didáticas que valorizem múltiplas formas de comunicação, e formação continuada de professores. A análise demonstra que as séries finais do ensino fundamental constituem momento particularmente desafiador devido à departamentalização do ensino e às crescentes demandas de abstração. Conclui-se que a tríade currículo-práticas-formação constitui o alicerce fundamental para uma escola verdadeiramente inclusiva, capaz de acolher e potencializar as capacidades de todos os estudantes, reconhecendo a diversidade como constitutiva da condição humana.
Downloads
Referências
Referências
ATTWOOD, Tony. The Complete Guide to Asperger's Syndrome. London: Jessica Kingsley Publishers, 2007.
BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 7 jul. 2015.
CUNHA, Eugênio. Autismo e inclusão: psicopedagogia e práticas educativas na escola e na família. 7. ed. Rio de Janeiro: Wak, 2016.
GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.
GLAT, Rosana; PLETSCH, Márcia Denise. Inclusão escolar de alunos com necessidades especiais. 2. ed. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2011.
GOMES, Camila; POULIN, Jean-Robert. Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA): desenho de práticas pedagógicas acessíveis. In: PLETSCH, Márcia Denise; SOUZA, Flávia Faissal. (Orgs.). Observatório de Educação Especial e Inclusão Escolar. São Carlos: Marquezine & Manzini, 2020. p. 127-144.
IMBERNÓN, Francisco. Formação docente e profissional: formar-se para a mudança e a incerteza. 9. ed. São Paulo: Cortez, 2011.
MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão escolar: O que é? Por quê? Como fazer? São Paulo: Moderna, 2003.
MEYER, Anne; ROSE, David. The Future is in the Margins: The Role of Technology and Disability in Educational Reform. In: ROSE, David; MEYER, Anne; HITCHCOCK, Chuck. (Orgs.). The Universally Designed Classroom. Cambridge: Harvard Education Press, 2005. p. 13-35.
NÓVOA, António. Professores: imagens do futuro presente. Lisboa: Educa, 2009.
ORRÚ, Sílvia Ester. Autismo, linguagem e educação: interação social no cotidiano escolar. 3. ed. Rio de Janeiro: Wak, 2012.
SACRISTÁN, José Gimeno. O currículo: uma reflexão sobre a prática. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
SCHWARTZMAN, José Salomão. Transtorno do Espectro do Autismo. São Paulo: Memnon, 2011.
TOMLINSON, Carol Ann. Diferenciação pedagógica e diversidade. Porto: Porto Editora, 2008.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Seminário do Grupo de Estudos e Pesquisa em Política e Gestão da Educação Básica

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Você é livre para:
Compartilhar - copia e redistribui o material em qualquer meio ou formato; Adapte - remixe, transforme e construa a partir do material para qualquer propósito, mesmo comercialmente. Esta licença é aceitável para Obras Culturais Livres. O licenciante não pode revogar essas liberdades, desde que você siga os termos da licença.
Sob os seguintes termos:
Atribuição - você deve dar o crédito apropriado, fornecer um link para a licença e indicar se alguma alteração foi feita. Você pode fazer isso de qualquer maneira razoável, mas não de uma forma que sugira que você ou seu uso seja aprovado pelo licenciante.
Não há restrições adicionais - Você não pode aplicar termos legais ou medidas tecnológicas que restrinjam legalmente outros para fazer qualquer uso permitido pela licença.