A EDUCAÇÃO EM ESPAÇOS PRISIONAIS

Autores

Palavras-chave:

Direitos Humanos, Educação, Prisão

Resumo

Esta pesquisa tem como objetivo interpretar os significados, as experiências e os desafios que permeiam a efetivação do direito à educação no cárcere. Parte-se do entendimento de que a garantia da educação no contexto prisional transcende perspectivas assistencialistas ou meramente instrumentais, constituindo-se como expressão do compromisso democrático com a dignidade humana, a justiça social e a efetivação dos direitos fundamentais. O direito à educação das pessoas privadas de liberdade encontra respaldo na Constituição Federal de 1988, na Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984), na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996), bem como em diversos instrumentos internacionais de proteção dos Direitos Humanos.  A metodologia deste estudo fundamenta-se em uma abordagem qualitativa, de caráter exploratório, apoiada em pesquisa bibliográfica e documental. Por fim, considera-se que, embora a legislação brasileira e os tratados internacionais de Direitos Humanos assegurem o direito à educação das pessoas privadas de liberdade, os dados estatísticos apontam para o contrário: a exclusão educacional continua sendo a realidade dentro da prisão, revelando os limites das políticas públicas para sua efetiva concretização.

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Biografia do Autor

Luziet Maria Fontenele-Gomes, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Doutora em Memória: Linguagem e Sociedade e Mestrado em Letras: Cultura, Educação e Linguagens, ambos pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB); Especialista em Problemas do Desempenho Escolar, pela Faculdade de Humanidades D. Pedro II, Rio de Janeiro; Licenciada em Letras, pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Cabo Frio, Rio de Janeiro. Professora do Departamento de Ciências Humanas e Letras (DCHL), da UESB. Membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas Paulo Freire (NEPAF UESB/CNPq) e do Grupo de Pesquisa Gestão e Tecnologias Aplicadas à Educação (GEFEP UNEB/CNPq). Editora-chefe da Revista Extensão Cidadania (ISSN 2319-0566), da Pró-reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários, da UESB. Atua nas áreas de Memória, Educação e Linguagens e possui experiência nas áreas de Educação de Jovens e Adultos em situação de restrição e privação de liberdade; Práticas sociais escolares e não escolares; Direitos Humanos, gênero e sexualidades.

Márcea Andrade Sales, Universidade do Estado da Bahia

Doutora em Educação, pela Universidade Federal da Bahia, com Pós-doutorado pela Universidade Federal de Uberlândia (2006) e Universidade Federal de Minas Gerais (2026); Mestre em Educação, pela Universidade Federal da Bahia e Licenciada em Geografia, pela Universidade Católica do Salvador. Professora Plena da Universidade do Estado da Bahia, lotada no Departamento de Educação, Campus I; Professora Permanente do Mestrado Profissional Gestão e Tecnologias Aplicadas à Educação (GESTEC UNEB). Líder do Grupo de Pesquisa GEFEP UNEB/CNPq. Membro da Rede Diversidade e Autonomia na Educação Pública (REDAP). Orienta pesquisas em currículo e formação em exercício de professores; discute ensino e pesquisa, prática docente, currículo e formação docente em exercício.

Referências

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Publicado

2026-11-04