A ORGANIZAÇÃO POPULAR QUILOMBOLA EM VISTA À SEGURANÇA ALIMENTAR LOCAL: UM OLHAR ACERCA DA AGROINDÚSTRIA “MAE ZAI” NO POVOADO PATIOBA/SE
Palavras-chave:
Soberania alimentar, Políticas pública, Produção de alimentosResumo
As comunidades quilombolas são marco de resistência da população negra à escravidão no Brasil. A sua organização remonta às estratégias de sobrevivência em um período no qual todos os direitos foram retirados e negados a este grupo. Mesmo que ainda distante de um cenário real de igualdade, os quilombos atuais podem ser observados como territórios férteis de ações formativas, onde pautas como o enfrentamento à discriminação racial, direito à terra, manutenção/regaste cultural e soberania e segurança alimentar são fomentados. Japaratuba, município locus desta pesquisa, está localizado no Vale do Cotinguiba e atualmente o monocultivo cana-de-açúcar ainda se mantém como atividade econômica praticada em grande parte do seu espaço rural. O panorama agrícola na região demonstra que a soberania e a segurança alimentar local são postas em risco, tendo em vista a implementação da cana-de-açúcar na maior parte da área agricultável do município. Ainda que cercada por latifúndios produtores de cana-de-açúcar e em busca da titulação da terra, a comunidade quilombola Patioba têm dado passos importantes em direção à soberania e segurança alimentar local e ao fortalecimento da autonomia das mulheres da localidade com a implementação de estratégias para a geração de renda.
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