A ORGANIZAÇÃO POPULAR QUILOMBOLA EM VISTA À SEGURANÇA ALIMENTAR LOCAL: UM OLHAR ACERCA DA AGROINDÚSTRIA “MAE ZAI” NO POVOADO PATIOBA/SE

Autores/as

Palabras clave:

Soberania alimentar, Políticas pública, Produção de alimentos

Resumen

As comunidades quilombolas são marco de resistência da população negra à escravidão no Brasil. A sua organização remonta às estratégias de sobrevivência em um período no qual todos os direitos foram retirados e negados a este grupo. Mesmo que ainda distante de um cenário real de igualdade, os quilombos atuais podem ser observados como territórios férteis de ações formativas, onde pautas como o enfrentamento à discriminação racial, direito à terra, manutenção/regaste cultural e soberania e segurança alimentar são fomentados. Japaratuba, município locus desta pesquisa, está localizado no Vale do Cotinguiba e atualmente o monocultivo cana-de-açúcar ainda se mantém como atividade econômica praticada em grande parte do seu espaço rural. O panorama agrícola na região demonstra que a soberania e a segurança alimentar local são postas em risco, tendo em vista a implementação da cana-de-açúcar na maior parte da área agricultável do município. Ainda que cercada por latifúndios produtores de cana-de-açúcar e em busca da titulação da terra, a comunidade quilombola Patioba têm dado passos importantes em direção à soberania e segurança alimentar local e ao fortalecimento da autonomia das mulheres da localidade com a implementação de estratégias para a geração de renda. 

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Biografía del autor/a

Arlane Santos de Lima, Universidade Federal de Sergipe

Doutoranda em Geografia no Programa de Pós-graduação em Geografia (PPGEO) pela Universidade Federal de Sergipe; Mestre em Geografia no Programa de Pós-graduação em Geografia (PPGEO) pela Universidade Federal de Sergipe; Licenciada em Geografia pela Universidade Federal de Sergipe; Membro do Grupo de Estudos e Pesquisa Sobre Alimentos e Manifestações Tradicionais (GRUPAM/UFS).

Sônia de Souza Mendonça Menezes, Universidade Federal de Sergipe

Professora Associada IV do Departamento de Geografia da Universidade Federal de Sergipe. Cursou Doutorado, Mestrado e Licenciatura em Geografia UFS. Realizou o Estágio Pós-doutoral no período de 06/2019 a 06/2020 no Laboratório dos Estudos Territoriais -Laboter, vinculado ao Instituto de Estudos Socio Ambientais - IESA na Universidade Federal de Goiás. Coordenou o Programa de Pós-Graduação em Geografia no biênio 2017-2019. Foi Coordenadora adjunta do PPGEO no biênio 2019-2021.Atualmente é Coordenadora Adjunta do Programa de Pós-Graduação em Geografia/UFS. Coordenou os Programas PIBID no período de 2015-2018 e Residência Pedagógica 2018-2019. Participa como membro do Conselho Editorial da Revista Geonordeste e do Conselho Científico da Revista Campo-Território. É líder do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Alimentos e Manifestações Tradicionais - GRUPAM/UFS/CNPq. Integra a Rede de Estudos Agrários-REA formada por docentes da UNESP-Rio Claro-SP; UNIPEL-RS, UNIFAL-MG; UNIMONTES-MG; UFS-SE; UERJ; FURG; UEPG, UPE. Também participa como membro do Centro Internacional de Pesquisa do Observatório de Segurança Alimentar e Nutricional do Estado de Sergipe e da Rede Sial do Brasil. É membro da Rede Sergipana de Agroecologia - RESEA. Coordena pesquisas relacionadas aos estudos sobre a produção, circulação e consumo de alimentos; SIAL-Sistema Agroalimentar Localizados; Soberania e Segurança Alimentar Nutricional; Agroecologia; Geografia cultural e Ensino da geografia. Coordenou o Projeto PROMOB: Análise das novas territorialidades no espaço rural nos estados de Sergipe, Minas Gerais e Goiás financiado pelo Edital CAPES/FAPITEC N 10/2016 - PROMOB, o qual envolveu docentes e discentes dos Programas de Pós-Graduação em Geografia da UFS, UFG e UFMG..

Citas

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Publicado

2026-11-04