ENTRE A UNIVERSIDADE E A COMUNIDADE: IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO EM ESPAÇOS NÃO FORMAIS PARA A FORMAÇÃO DO PEDAGOGO
Palavras-chave:
Formação docente, Espaços não formais, Estágio supervisionadoResumo
A pesquisa analisa as contribuições do estágio em espaços não formais para a formação inicial do pedagogo, considerando seus impactos na construção da identidade profissional, na ampliação das possibilidades de atuação e na articulação entre universidade e sociedade. De natureza qualitativa, básica e bibliográfica, fundamenta-se nas contribuições de Freire (1996), Brandão (2007), Libâneo (2016), Gohn (2014), Pimenta (2012) e Rios (2020), além das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Pedagogia (BRASIL, 2006), buscando compreender a educação como fenômeno social que ultrapassa os limites da escola e se desenvolve em diferentes espaços e relações humanas. A análise teórica evidencia que associações comunitárias, projetos sociais, instituições culturais, museus, organizações sociais e movimentos sociais constituem importantes espaços de produção de conhecimentos, participação e formação cidadã. Nesse contexto, o estágio em espaços não formais possibilita a articulação entre teoria e prática, favorece a reflexão crítica sobre os processos educativos e amplia o repertório formativo do futuro pedagogo diante da diversidade de realidades sociais. Os resultados indicam ainda que essas experiências contribuem para a construção da identidade profissional, para uma atuação mais reflexiva e sensível às demandas sociais e para a compreensão da educação como prática social contínua e historicamente situada. Conclui-se que o estágio em espaços não formais constitui componente relevante da formação inicial do pedagogo, ao ampliar as possibilidades de atuação profissional, fortalecer a relação entre universidade e sociedade e promover uma formação crítica, contextualizada e comprometida com a diversidade dos contextos educativos contemporâneos.
Downloads
Referências
BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação. São Paulo: Brasiliense, 2007.
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Conselho Pleno. Resolução CNE/CP nº 1, de 15 de maio de 2006. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Graduação em Pedagogia, licenciatura. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 16 maio 2006.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2017.
GOHN, Maria da Glória. Educação não formal e o educador social. São Paulo: Cortez, 2014.
LIBÂNEO, José Carlos. Educação escolar: políticas, estrutura e organização. São Paulo: Cortez, 2016.
PIMENTA, Selma Garrido. O estágio na formação de professores: unidade teoria e prática? 11. ed. São Paulo: Cortez, 2012.
RIOS, Pedro Paulo Souza. Estágio docente em espaços não escolares: narrativas de formação no curso de Pedagogia. Debates em Educação, v. 12, n. esp. 2, p. 213–231, 2020.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Colóquio Nacional e Colóquio Internacional do Museu Pedagógico da UESB

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Você é livre para:
Compartilhar - copia e redistribui o material em qualquer meio ou formato; Adapte - remixe, transforme e construa a partir do material para qualquer propósito, mesmo comercialmente. Esta licença é aceitável para Obras Culturais Livres. O licenciante não pode revogar essas liberdades, desde que você siga os termos da licença.
Sob os seguintes termos:
Atribuição - você deve dar o crédito apropriado, fornecer um link para a licença e indicar se alguma alteração foi feita. Você pode fazer isso de qualquer maneira razoável, mas não de uma forma que sugira que você ou seu uso seja aprovado pelo licenciante.
Não há restrições adicionais - Você não pode aplicar termos legais ou medidas tecnológicas que restrinjam legalmente outros para fazer qualquer uso permitido pela licença.