REFLEXÕES SOBRE A ADOÇÃO DO LIVRO DIDÁTICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ÁNALISE DE EXPERIENCIAS EM UMA ESCOLA PÚBLICA DE BRUMADO-BA

Autores

Palavras-chave:

Alfabetização em L2 Fonética e Fonologia, Oralidade, Livro didático

Resumo

 

O estudo analisa a adoção e o uso do livro didático na Educação Infantil, com foco em uma escola pública do município de Brumado-BA. A pesquisa buscou compreender como professoras da pré-escola percebem e utilizam esse recurso pedagógico, considerando as orientações da BNCC e as especificidades da infância. A investigação, de abordagem qualitativa, contou com a participação de seis professoras e da coordenadora pedagógica do município. Os dados foram produzidos por meio de entrevistas semiestruturadas, análise de documentos e observação das práticas pedagógicas, sendo analisados com base na Análise de Conteúdo de Bardin. Os resultados indicam que as docentes consideram o livro didático um recurso complementar, mas não o elemento central do processo de ensino-aprendizagem. Embora reconheçam aspectos positivos, como a organização e o apelo visual do material, destacam que muitas atividades são repetitivas e pouco adequadas às necessidades das crianças, exigindo adaptações por meio de brincadeiras, jogos, músicas, dramatizações e outras atividades lúdicas. A pesquisa também evidenciou fragilidades na formação continuada dos professores, considerada insuficiente para atender às demandas específicas da Educação Infantil. Além disso, apontou preocupações com a influência do PNLD-2022 e com a antecipação da alfabetização, que pode reduzir o tempo destinado ao brincar, à criatividade e às interações, aspectos fundamentais para o desenvolvimento infantil. Conclui-se que o livro didático deve ser utilizado de forma crítica e flexível, como um apoio à prática docente, sem substituir experiências lúdicas e significativas. O estudo reforça a importância da autonomia do professor, da formação continuada e de práticas pedagógicas que respeitem o desenvolvimento integral da criança, contribuindo para uma Educação Infantil mais humanizada e alinhada aos princípios da BNCC.

       

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Renilda Rodrigues da Silva Bernard, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/ Bahia/ Brasil

Mestre em Ensino pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (2023), Especialização em Metodologia da Língua Portuguesa e Estrangeira (UNINTER), Especialização em Psicopedagogia Clinica e Institucional (Facei). Graduada em Pedagogia pela Universidade Metropolitana de Santos (2015) e em Letras Vernacula pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (2007). Integrante do Grupo de Pesquisas e Estudos Infância e Educação Infantil (GPEIEI). Atualmente, professora da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista - Bahia.

Rhillary Mel Da Silva Badin, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/ Bahia/ Brasil

Graduanda em Pedagogia pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.

Referências

ABREU, [Nome não informado]. Alfabetização e aprendizagem significativa. 2021.

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2021.

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília: MEC, 2017.

CHARTIER, Anne-Marie. Práticas de leitura e escrita. Porto Alegre: Artmed, 2007.

ECO, Umberto. Apocalípticos e integrados. São Paulo: Perspectiva, 1980.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2011.

KISHIMOTO, Tizuko Morchida. Brinquedos e brincadeiras na Educação Infantil. São Paulo: Cortez, 2010.

LÜDKE, Menga; ANDRÉ, Marli E. D. A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.

MARQUES, [Nome não informado]. Jogos e brincadeiras na aprendizagem infantil. 2017.

MINAYO, Maria Cecília de Souza. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis: Vozes, 2009.

Downloads

Publicado

2026-11-04