REFLEXÕES SOBRE A ADOÇÃO DO LIVRO DIDÁTICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ÁNALISE DE EXPERIENCIAS EM UMA ESCOLA PÚBLICA DE BRUMADO-BA
Palabras clave:
Alfabetização em L2 Fonética e Fonologia, Oralidade, Livro didáticoResumen
O estudo analisa a adoção e o uso do livro didático na Educação Infantil, com foco em uma escola pública do município de Brumado-BA. A pesquisa buscou compreender como professoras da pré-escola percebem e utilizam esse recurso pedagógico, considerando as orientações da BNCC e as especificidades da infância. A investigação, de abordagem qualitativa, contou com a participação de seis professoras e da coordenadora pedagógica do município. Os dados foram produzidos por meio de entrevistas semiestruturadas, análise de documentos e observação das práticas pedagógicas, sendo analisados com base na Análise de Conteúdo de Bardin. Os resultados indicam que as docentes consideram o livro didático um recurso complementar, mas não o elemento central do processo de ensino-aprendizagem. Embora reconheçam aspectos positivos, como a organização e o apelo visual do material, destacam que muitas atividades são repetitivas e pouco adequadas às necessidades das crianças, exigindo adaptações por meio de brincadeiras, jogos, músicas, dramatizações e outras atividades lúdicas. A pesquisa também evidenciou fragilidades na formação continuada dos professores, considerada insuficiente para atender às demandas específicas da Educação Infantil. Além disso, apontou preocupações com a influência do PNLD-2022 e com a antecipação da alfabetização, que pode reduzir o tempo destinado ao brincar, à criatividade e às interações, aspectos fundamentais para o desenvolvimento infantil. Conclui-se que o livro didático deve ser utilizado de forma crítica e flexível, como um apoio à prática docente, sem substituir experiências lúdicas e significativas. O estudo reforça a importância da autonomia do professor, da formação continuada e de práticas pedagógicas que respeitem o desenvolvimento integral da criança, contribuindo para uma Educação Infantil mais humanizada e alinhada aos princípios da BNCC.
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Citas
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