A ARTE COMO DISPOSITIVO DE MEMÓRIA, VISIBILIDADE E RESISTÊNCIA DE CORPOS PSICOPATOLOGIZADOS

Autores

Palavras-chave:

Arte, Corpos Dissidentes, Fenomenologia, Memória Corporal

Resumo

Este trabalho examina como a arte atua como uma ferramenta de resistência e visibilidade para indivíduos cujas experiências mentais são frequentemente marginalizadas ou patologizadas pela sociedade. Fundamentada na fenomenologia de Heidegger e Merleau-Ponty, a pesquisa diferencia o corpo físico da corporeidade vivida, sugerindo que o sofrimento psíquico reflete uma nova forma de habitar o mundo. As autoras analisam a trajetória de Vincent van Gogh para ilustrar como a criação artística permite a transição de um estigma de "loucura" para uma identidade de artista, promovendo a reconstrução subjetiva. Através dessa lente teórica, a produção estética é apresentada como um dispositivo político capaz de conferir sentido à dor e desafiar lógicas de exclusão social. O estudo conclui que a expressão criativa funciona como um suporte vital que restitui a cidadania e a dignidade a corpos considerados dissidentes.

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Biografia do Autor

Viviane dos Santos Souza, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/ Bahia/ Brasil

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Caroline Vasconcelos Ribeiro, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/ Bahia/ Brasil

Possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal de São João del-Rei (1997), mestrado em Filosofia pela Universidade Federal da Paraíba (2000) e doutorado em Filosofia (2008) e pós-doutorado em Filosofia (2018) pela UNICAMP, sob a orientação do professor Dr. Zeljko Loparic. É Professora Plena da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Docente no Programa de Pós-graduação em Memória Linguagem e Sociedade (PPGMLS) Tem experiência na área de Filosofia Contemporânea, Metafísica, Filosofia da Psicanálise, Psicanálise Winnicottiana e nos Estudos sobre a Memória 

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Publicado

2026-11-04