A ARTE COMO DISPOSITIVO DE MEMÓRIA, VISIBILIDADE E RESISTÊNCIA DE CORPOS PSICOPATOLOGIZADOS
Palabras clave:
Arte, Corpos Dissidentes, Fenomenologia, Memória CorporalResumen
Este trabalho examina como a arte atua como uma ferramenta de resistência e visibilidade para indivíduos cujas experiências mentais são frequentemente marginalizadas ou patologizadas pela sociedade. Fundamentada na fenomenologia de Heidegger e Merleau-Ponty, a pesquisa diferencia o corpo físico da corporeidade vivida, sugerindo que o sofrimento psíquico reflete uma nova forma de habitar o mundo. As autoras analisam a trajetória de Vincent van Gogh para ilustrar como a criação artística permite a transição de um estigma de "loucura" para uma identidade de artista, promovendo a reconstrução subjetiva. Através dessa lente teórica, a produção estética é apresentada como um dispositivo político capaz de conferir sentido à dor e desafiar lógicas de exclusão social. O estudo conclui que a expressão criativa funciona como um suporte vital que restitui a cidadania e a dignidade a corpos considerados dissidentes.
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