MEDIAÇÕES, DURAÇÕES E MATÉRIAS EM REPÚBLICA DOS ASSASSINOS

Autores

Palavras-chave:

República dos assassinos, Brasil, Cinema, Mediações sociotécnicas, Matéria

Resumo

No recurso seletivo à perspectiva teórico-analítica sobre as mediações sociotécnicas, a partir do exame do arquivo fílmico da cinematografia ocupada com o gênero policial, em meados da década de 1970, o propósito desta comunicação é refletir como se efetivou uma das matrizes do atual audiovisual brasileiro, num período de intensificação de deslocamentos nas tramas do audiovisual entretido à dinâmica do capitalismo no país. À luz da tentativa de concatenar duração e ruptura na ocorrência dos eventos, a eleição do filme República dos assassinos (Miguel Faria Jr., 1979) como foco da abordagem procura responder ao postulado de nele estarem catalisados mediações que materializam a sua inscrição em um espaço-tempo específico, à na qual se prefiguram padrões adquiridos no devir da cultura audiovisual no Brasil. O exame da materialidade fílmica obedece à finalidade de discutir como, na mise in scene do filme, concretizam-se soluções expressivas que antecipam o repertório de convenções e imagens próprias à montagem do imaginário sobre a violência urbana.

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Biografia do Autor

Edson Silva de Farias, Universidade de Brasília, Brasília, Distrito Federal, Brasil

Pesquisador do CNPq. Professor titular do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB). Graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal Fluminense (1989) e mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas (1995), com doutorado em Ciências Sociais pela mesma instituição (2001). Pós-doutoramento pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2023), onde atuou como professor convidado, e pelo Colégio de México, onde esteve como pesquisador visitante (2012). Professor associado do Programa de Pós-Graduação em Memória: Sociedade e Linguagem da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Teoria Sociológica e Sociologia da Cultura. Pesquisa audiovisual, cultura popular de massas, memória, economia simbólica,consumo cultural e formação de subjetividades artísticas.Coordena o Comitê de Pesquisa em Sociologia da Cultura da Sociedade Brasileira de Sociologia. Membro do Comitê de Patrimônio e Cultura Brasileira da ANPOCS. Atua no Forum Entidades do Patrimônio. Coordenou a equipe responsável pela pesquisa e pelo dossiê que subsidiaram o reconhecimento do Complexo Cultural do Boi-Bumbá Amazônico como patrimônio cultural do Brasil, pelo IPHAN. Autor dos livros: Política e economia do simbólico: ensaios de Sociologia da Cultura (2026); Percursos de pesquisa em cultura, memória e desenvolvimento (2025); Durações e redes de fluxos no cenário cultural contemporâneo (mercados, memória e consumo) (2019); Arte e cultura nas ciências sociais (2019); Retas que prosseguem em curvas: Tensões nos usos do contexto metropolitano brasiliense (2018); Faces contemporâneas da cultura popular (2017); Ócio e negócio: festas populares e entretenimento-turismo no Brasil (2011); Práticas culturais nos fluxos e redes da sociedade de consumidores (2010); O mesmo e o diverso: olhares sobre cultura, memória e desenvolvimento (2009); O desfile e a cidade: o carnaval-espetáculo carioca (2006). 

Referências

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Publicado

2026-11-04