A POTÊNCIA TRANSFORMADORA DE FRIDA KAHLO: UM DIÁLOGO CONEXO ENTRE ARTE E PSICANÁLISE
Palabras clave:
Arte, Memória, Resistência, Trauma, CorpoResumen
O presente trabalho analisa como Frida Kahlo se relaciona com os traumas decorrentes do grave acidente que sofreu aos 18 anos, à luz da teoria psicanalítica de Freud e da leitura foucaultiana de resistência. Kahlo tem uma biografia marcada por inúmeros autorretratos e expressa em suas obras constantemente as sequelas deixadas em seu corpo — feridas, fraturas, imobilizações — transformadas em imagens. A partir da repetição dessas marcas nas pinturas, discutimos duas possibilidades formuladas por Freud: se Frida repete por não conseguir recordar plenamente o trauma, como descrito na obra Recordar, repetir e elaborar, ou se essa repetição funciona como uma tentativa de dominar simbolicamente o incontrolável, conforme a lógica apresentada em Além do princípio do prazer. Sinalizamos, ainda, a possibilidade de compreender sua produção artística, à luz de Foucault — especialmente nas relações entre corpo, discurso e norma —, como prática que tensiona os dispositivos que regulam o corpo feminino e enfermo. Assim, buscamos compreender de que modo a artista reinscreve sua experiência traumática na arte, convertendo dor em criação e gesto estético.
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Citas
BLOSS, G. M.; MARSILLAC, A. L. M. O diário de Frida Kahlo em questão: corpo e trauma. Cad. psicanal. [online]. 2018, vol.40, n.39.
FREUD, S. Recordar, repetir e elaborar. Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1996. v. XII.
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FOUCAULT, M. História da Sexualidade: A Vontade de Saber. Rio de Janeiro: Graal, 2019.
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RIBEIRO, C. V; COSTA JÚNIOR, J. I. O corpo como lugar de memórias: considerações sobre obras de Frida Kahlo a partir de Heidegger e Freud. In: FONSECA, E. R.; FERNANDES, M. F. Pluralismo em Filosofia e psicanálise. Toledo, PR: Instituto Querer Saber, 2024.
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