OVÍDIO E A CULTURA LETRADA PORTUGUESA SETECENTISTA

Autores/as

Palabras clave:

Ovídio, Portugal, Cultura letrada, Preceptiva poética, Século XVIII

Resumen

O trabalho apresenta resultados parciais de pesquisa sobre a recepção de autoridades latinas na preceptiva poética portuguesa do século XVIII. Tendo como foco o estudo da recepção da poesia do poeta romano Ovídio – Publius Ovidius Naso (43-17 a.C.) – na preceptiva poética portuguesa do século XVIII, trata do valor que o poeta latino recebeu na cultura letrada lusa setecentista, para, a partir desse olhar mais panorâmico, descrever e discutir as apropriações de sua poesia na preceituação poética do período. O estudo
será desenvolvido em diálogo com os trabalhos de Rebelo (1982), Bobes et al. (1998), Oliva (2007), Castro (2008) e Leite (2016), entre outros trabalhos que tratem da recepção do poeta latino em Portugal entre os séculos XVI e XVIII. Nesse sentido, são discutidas referências ao poeta latino encontradas em duas obras de grande relevância no período, no caso, o Verdadeiro Método de Estudar (1746), de Luís Antônio Verney e a Arte Poética ou Regras da Verdadeira Poesia em Geral e de Todas as Suas Espécies Principais (1759), mediante a leitura de cópias fac-símile de edições do século XVIII. A autoridade de Ovídio exerceu uma significativa influência na cultura letrada portuguesa, principalmente nos discursos preceptivos e, consequentemente, para os novos poetas daquela época. Dessa forma, o estudo dessa autoridade torna-se relevante para compreender as formas pelas quais sua obra foi apropriada, imitada e citada pelos letrados no século XVIII.

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Biografía del autor/a

Evellen Caires Ribeiro, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Graduanda em Letras Modernas pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.

Halysson Frankleynyelly Dias Santos, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Possui Graduação em Letras Vernáculas (2002), Especialização em Teoria e História Literária (2007), Mestrado e Doutorado em Memória: Linguagem e Sociedade (2009-2016) pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Atualmente é professor adjunto de Literatura Portuguesa e Literatura Brasileira na Área de Teoria e Literatura do Departamento de Estudos Linguísticos e Literários (DELL) e professor e orientador no Mestrado Profissional em Letras (PROFLETRAS) na UESB, campus de Vitória da Conquista - BA. Trabalha com temas relacionados aos estudos sobre memória, percepção, estética, retórica e poética, preceptiva poética, gênero épico, gêneros laudatórios, literatura e ensino, considerando, principalmente, as relações entre: 1) Memória, tradição e discurso preceptivo na Europa Tridentina; 2) Poesia, teologia e política nos séculos XVI, XVII e XVIII; 3) Poesia épica e as políticas ibéricas de colonização; 4) Produção letrada, educação e política no Estado monárquico português; 5) Cultura escrita, memória e história do livro e da leitura; 6) Teorias da percepção, epistemologia, estética e arte; 7) Leitura literária e ensino de literatura; 8) Literatura, cânone e ensino; 9) Gêneros literários e ensino: narrativa, poesia e teatro; 10) Literatura infantil, infantojuvenil, ficção científica, literatura de fantasia, horror, quadrinhos. Atualmente, coordena o projeto de pesquisa ''A recepção das doutrinas aristotélicas sobre a poesia nos séculos XVI, XVII e XVIII'' (UESB).

Citas

BERRIO, Antonio García; CALVO, Javier Huerta. Los géneros literarios: sistema e historia (una introducción). Madrid: Cátedra, 1999.

BOBES, Carmen et al. Historia de la teoría literaria II: Transmissores, Edad Media, Poéticas Classicistas. Madrid: Editorial Gredos, 1998.

CASTRO, Aníbal Pinto de. Retórica e teorização literária em Portugal: do humanismo ao neoclassicismo. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2008.

FREIRE, Francisco José. Arte Poética ou Regras da verdadeira poesia em geral, e de todas as suas espécies principais, tratadas com juízo crítico. Lisboa: Oficina de Francisco Luiz Ameno, 1759. Disponível: https://www.google.com.br/books/edition/Arte_Poetica_Ou_Regras_Da_Verdadeira_Po

e/m1JKAAAAcAAJ?hl=pt-BR&gbpv=1&dq=francisco+jos%C3%A9+freire+arte+po%C3%A9tica&printsec=front

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LEITE, Leni Ribeiro. Épica II: Ovídio, Lucano e Estácio. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2016.

OLIVA, João Ângelo. Introdução. In: OVÍDIO. Metamorfoses. Tradução de Manuel Maria Barbosa du Bocage. São Paulo: Hedra, 2007. p. 9-33.

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VERNEY, Luis António. Verdadeiro Método de Estudar, para ser útil à república e à igreja: Proporcionado ao estilo e necessidade de Portugal, Exposto em várias cartas, escritas pelo R.P.*** Barbadinho da Congregação de Itália ao R.P.*** Doutor na Universidade de Coimbra. Tomo Primeiro. Valensa: Oficina de Antônio Balle, 1746. https://www.google.com/books/edition/_/2ZAWuXKwBRwC?authuser=1&gbpv=1. Acesso em 13/06/2026.

Publicado

2026-11-04