LINGUAGENS, RAÇA, GÊNERO E DISSIDÊNCIAS: PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA EM UMA ESCOLA PÚBLICA DE ENSINO MÉDIO
Palabras clave:
Linguística aplicada, Letramentos, Raça, Gênero, Escola públicaResumen
Esta pesquisa, em andamento, investiga práticas de leitura e escrita em uma turma regular do Ensino Médio de uma escola pública estadual do interior da Bahia, tomando como eixo as relações entre linguagem, raça, gênero e dissidências. Busca compreender de que modo práticas mediadas por gêneros jornalísticos e opinativos podem favorecer a autoria e a negociação de sentidos quando os textos mobilizam essas dimensões sociais. O estudo articula a Linguística Aplicada crítica, os letramentos, os gêneros do discurso, a Análise do Discurso, a colonialidade do poder, a necropolítica, os estudos de gênero e as pedagogias decoloniais. Fundamenta-se em Moita Lopes (2006), Kleiman (1995), Street (2014), Bakhtin (2011), Orlandi (2009), Pêcheux (2009), Quijano (2005), Butler (2018), Mbembe (2016) e Walsh (2017). A investigação adota abordagem qualitativa, de inspiração etnográfica e orientação de pesquisa-ação educacional. A produção de dados envolverá questionário diagnóstico, sondagem textual, diário de campo, registros das aulas e versões de artigos de opinião produzidos pelos estudantes. As discussões iniciais indicam que raça, gênero e dissidências não constituem temas externos ao ensino de Língua Portuguesa, mas dimensões que atravessam escolhas lexicais, silenciamentos, enquadramentos argumentativos e disputas de sentido. Espera-se analisar deslocamentos na seleção de argumentos, no uso de dados, na incorporação de vozes sociais e na construção da autoria.
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Citas
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