NARRATIVAS DE PROFESSORES DE HISTÓRIA: INTERPRETAÇÃO E TRADUÇÃO DAS POLÍTICAS CURRICULARES
Palabras clave:
Ciclo de políticas, Políticas curriculares, Prática docente, Ensino de história, Autonomia docenteResumen
Este trabalho apresenta reflexões iniciais de uma pesquisa de doutorado em andamento no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (PPGEd/UESB). A investigação analisa como professores de História interpretam e traduzem as políticas curriculares no contexto da prática, considerando a hegemonia neoliberal que orienta reformas educacionais contemporâneas, como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o Documento Curricular Referencial da Bahia (DCRB). O estudo fundamenta-se no Ciclo de Políticas e na Teoria da Atuação das Políticas, referenciais que compreendem as políticas educacionais como processos dinâmicos de interpretação, tradução e recontextualização. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, de inspiração etnográfica e orientada pela investigação narrativa, articulando revisão bibliográfica, análise documental e produção de dados com professores de História da rede estadual baiana. Resultados preliminares evidenciam tensões entre centralização curricular e autonomia docente. Embora a BNCC apresente caráter predominantemente prescritivo, o DCRB sinaliza brechas para a atuação dos professores. As análises indicam que a prática docente não se reduz à implementação de prescrições normativas, constituindo-se como espaço de negociação, resistência e produção de sentidos. Conclui-se, preliminarmente, que os professores atuam como sujeitos políticos capazes de ressignificar as políticas curriculares no cotidiano escolar.
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Citas
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