FORMAÇÃO CONTINUADA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: A VISÃO DO PROFESSOR COORDENADOR

Autores/as

Palabras clave:

Formação continuada, Coordenação, Educação infantil

Resumen

A formação continuada dos professores de Educação Infantil é necessária, uma vez que possui demandas específicas no desenvolvimento do trabalho pedagógico. São muitas propostas de formações continuadas voltadas aos professores, entretanto, nem sempre atendem às demandas que emergem do trabalho docente, deixando uma lacuna formativa, pois muitos temas abordados em cursos oferecidos aos professores estão descontextualizados da prática profissional (Imbernón, 2011). Diante desse contexto, o professor coordenador é central no processo de formação dos professores, pois é o profissional que pode articular a formação dos professores na instituição de ensino, porém há muitos impasses nesse processo, e é a partir disso que emerge a seguinte questão: Como os professores coordenadores pensam e fazem a formação continuada para os professores da Educação Infantil? A partir desse questionamento, o objetivo do trabalho é compreender como os professores coordenadores fazem as formações continuadas no âmbito educativo e quais as principais dificuldades e potencialidades encontradas. Este trabalho é parte de uma pesquisa de mestrado em andamento, e trata-se de uma pesquisa qualitativa, do tipo descritiva, com os seguintes instrumentos de coleta de dados: análise documental (leis municipais, resoluções), questionários com questões abertas e fechadas para  47 professores coordenadores de escolas de Educação Infantil de um município do interior do estado de São Paulo e entrevistas semiestruturadas com 10 participantes da pesquisa. Os dados aqui apresentados são parciais e referem-se à análise parcial dos documentos, que foi realizada por meio da Análise de Conteúdo, fundamentada em Bardin (1979). Os resultados preliminares indicam uma evolução significativa, apontando uma transição de um papel meramente técnico (instituído na década de 1980) para uma figura de mediação pedagógica consolidada pela Lei Complementar nº 024/2007. Esta legislação municipal foi fundamental para estruturar os Horários de Trabalho Pedagógico (HTP), garantindo espaços coletivos de reflexão sobre o "ethos profissional" e a prática educativa. Conclui-se que a compreensão da trajetória histórica da função é essencial para fortalecer o papel do coordenador como formador, garantindo que a educação infantil responda com qualidade às necessidades das crianças e das infâncias.

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Biografía del autor/a

Michele Helena Braghin Bindilatti, Universidade Federal de São Carlos

Possui graduação em LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA pela Universidade Estadual Paulista Júlio De Mesquita F (2002) , durante a graduação participou do programa de iniciação científica, sob a orientação da Profa. Dra. Joyce Mary Adam de Paula e Silva, fazendo parte do projeto desenvolvido no contexto do Programa de Políticas Públicas da FAPESP, denominado ''Subsídios para a implementação do Centro de inovações Pedagógicas no Município de Rio Claro''. Concluiu Pós-graduação Latu Sensu, especialização em Gestão Educacional no ano de 2008, nas Faculdades Integradas Claretianas e MBA em Gestão Escolar no ano de 2022, USP/ESALQ. Atuou como professora alfabetizadora efetiva na Rede Municipal de Educação de Rio Claro de 2006 a 2016. Vice - diretora da ESCOLA MUNICIPAL ''FRANCESCO PAOLI'' de 2017 a outubro de 2023. De outubro de 2023 à abril de 2025 exerceu a função de vice - diretora na ESCOLA MUNICIPAL ''JOSÉ DE CAMPOS CHAGAS'' - Educação Infantil - Etapa I e atualmente exerce a função de professora coordenadora na mesma escola, por meio da aprovação em processo de eleição. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação. Ingressou no programa de Pós - graduação em educação - Mestrado - UFSCAR em 2025.

Dijnane Fernanda Vedovatto Machado, Universidade Federal de São Carlos

Professora do Departamento Interdisciplinar de Formação Docente da Universidade Federal de São Carlos - UFSCar/São Carlos com licenciatura em Educação Física (UFSCar - São Carlos), Mestrado e Doutorado em Educação (UFSCar/São Carlos) ambos com bolsa CAPES. Pós-doutorado na UNESP/RC ( 2010 a 2014). Pós-doutorado na Universidade de Montreal (UdeM) Canadá, com bolsa FAPESP (2016 - 2017). Líder do grupo de estudos Docência, Estágio Supervisionado e Formação de Professores em Educação Física (DEFEF/UFSCar/São Carlos), e Vice-líder do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação Física: Formação Profissional no Campo de Trabalho NEPEF/UNESP/Rio Claro. É pesquisadora internacional do CRIFPE (Centre interuniversitaire de recherche sur la formation et La profession denseignants) - UdeM. Membro do Centre de la francophonie des Amériques. Membro da Association Francophone pour le Savoir (ACFAS). Membro da Antena CRIFPE-Brasil, Membro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPED). Membro da Associação Nacional de Didática e Prática de Ensino (ANDIPE). Membro da Association de Recherche sur l'Intervention en Sport (ARIS). Editora associada da Revista Eletrônica de Educação - REVEDUC. Desenvolve pesquisas relacionadas ao trabalho e formação profissional docente; estágios supervisionados; profissionalização do ensino; Educação Física; Educação Infantil. (Texto informado pelo autor)

Citas

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Publicado

2026-11-04