A META 17 DO PNE (2026-2036): TENSÕES POLÍTICAS E PEDAGÓGICAS NA FORMAÇÃO E VALORIZAÇÃO DOCENTE

Autores/as

Palabras clave:

Plano Nacional de Educação, Formação de professores, Valorização docente, Política educacional, Trabalho docente

Resumen

Este artigo analisa criticamente a Meta 17 do novo Plano Nacional de Educação (PNE 2026-2036), instituído pela Lei nº 15.388/2026, investigando em que medida suas diretrizes conseguem articular as dimensões política e pedagógica para superar a precarização estrutural do magistério no Brasil. O estudo justifica-se pelo cenário de transição desafiador do plano anterior, que cumpriu integralmente apenas 30% de suas metas. Metodologicamente, realizou-se uma pesquisa qualitativa de caráter exploratório e analítico, operacionalizada por meio de análise documental do texto legal à luz do referencial teórico da política educacional e do trabalho docente. Os resultados revelam profundas contradições entre a dimensão normativa e os limites materiais de sua execução. A universalização da formação superior choca-se com a expansão desregulada e mercantilizada do Ensino a Distância (EAD), enquanto as metas de desempenho no Enade sinalizam uma lógica gerencialista. Ademais, as diretrizes de equiparação salarial, cumprimento do piso nacional e a limitação de contratos temporários enfrentam severa resistência fiscal e judicialização por parte de estados e municípios sob o pretexto de limites fiscais. Conclui-se que as metas de formação são interdependentes das condições de atratividade da carreira e da estabilidade do vínculo funcional. O principal obstáculo à eficácia do decênio reside na arquitetura financeira do Estado e na ausência de mecanismos coercitivos, tornando urgente a consolidação de um Sistema Nacional de Educação (SNE) sob um regime de colaboração federativa e financiamento público estável.

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Biografía del autor/a

Jorsinai Argolo Souza, Universidade Estadual de Santa Cruz

Doutora em Educação pela Universidade Estadual do Estado da Bahia (UNEB); Mestre em Educação pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB); Especialista em Avaliação pela Universidade Estadual do Estado da Bahia (UNEB) e Pedagoga pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC).Possui experiência profissional na Educação Básica como professora, diretora e coordenadora pedagógica. No Ensino Superior, é professora Adjunta do curso Pedagogia da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), atuando na área de Estágio; Coordenadora do Projeto de Extensão Rede de Coordenadores Pedagógicos (RCP); Coordenadora da Área de Estágio Supervisionado e Práticas Pedagógicas; Editora Associada da Revista CHO - Contação de História e Oralidadede vinculado ao PPGEDUC/DEDC I da Universidade do Estado da Bahia (UNEB);; Membro do Projeto de Pesquisa Infância e Educação Infantil da UESB e Membro do Grupo de Pesquisa e Estudo em Leitura e Contação de Histórias - GPELCH da UNEB. Desenvolve estudos e pesquisas na área de Políticas de Formação de Professores; Formação Inicial Formação Continuada de Professores.e Iniciação à docência.

Citas

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Publicado

2026-11-04