A MILITARIZAÇÃO DAS ESCOLAS PÚBLICAS E O NEOCONSERVADORISMO: DESAFIOS E RESISTÊNCIAS
Palabras clave:
Militarização, Neoconservadorismo, Gestão democrática, ResistênciasResumen
O presente artigo analisa a militarização das escolas públicas brasileiras como expressão de um projeto político neoconservador, articulando‑a a estratégias de controle social e supressão da gestão democrática. De natureza qualitativa e documental, a pesquisa examina criticamente o avanço das escolas públicas militarizadas, principalmente a partir da criação do Programa Nacional das Escolas Cívico‑Militares (PECIM) e seus desdobramentos, com ênfase no caso de Minas Gerais (2024). Com base em revisão de literatura e em dados atualizados da Nota Técnica do DEEP‑USP (2026), que registra 1.578 escolas militarizadas no Brasil – um crescimento de 595% desde 2019 –, demonstra‑se que o modelo prioriza hierarquia, disciplina e obediência em detrimento do pluralismo pedagógico e da formação crítica. A resistência organizada em Minas Gerais conseguiu recuar a proposta de militarização em massa, evidenciando que a mobilização democrática é central para interromper o avanço conservador. Conclui‑se que a militarização escolar exige vigilância permanente e construção de alternativas educacionais emancipatórias, baseadas na gestão democrática e na participação popular.
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