A MEMÓRIA COMO CATEGORIA FORMATIVA NAS TEORIAS PEDAGÓGICAS DO MOVIMENTO SEM TERRA
Palabras clave:
Educação no MST, Memória Coletiva, Memória de Futuro, Movimento Sem Terra, Teorias Educacionais do MST, MemóriaResumen
O trabalho, recorte de tese de doutorado em andamento, tem por objetivo compreender a relação entre memória e educação no Movimento Sem Terra (MST), analisando a inserção e o lugar da memória nas teorias educacionais do movimento, a partir de questões sobre quais concepções de memória estão materializadas na teoria pedagógica do MST e como elas se materializam em seu processo formativo. Fundamentado na noção de memória coletiva de Maurice Halbwachs (2004), a pesquisa qualitativa, descritiva e de natureza exploratória (Gil, 2008) articula revisão de literatura, pesquisa documental sobre os Cadernos do Setor de Educação do MST (André, 2003) e análise de conteúdo inspirada em Bardin (2016).
As discussões evidenciam que a memória coletiva no MST manifesta-se nas práticas sociais, rituais e narrativas do movimento, articulando-se à celebração de marcos históricos — como os 40 anos de luta completados em 2024 — e à compreensão da conquista da terra como primeiro passo de um projeto contínuo de Reforma Agrária, no qual a memória fortalece e inspira militantes na relação entre passado, presente e construção de futuro. Como considerações finais, ainda em fase de consolidação, a pesquisa indica que a memória opera como instrumento simbólico de preservação da luta sob perspectiva revolucionária, atravessando a continuidade histórica do movimento; espera-se que a conclusão da investigação permita compreender como a memória incide na trajetória organizativa e prática do MST, constituindo-se como elemento estruturante de suas ações sociais e de seus diversos setoriais temáticos.
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Citas
ANDRÉ, Marli Eliza Dalmazo Afonso de. Etnografia da prática escolar. Campinas. Papirus, 2003.
CALDART, Roseli Salete. Pedagogia do Movimento Sem Terra. 3ª ed. São Paulo: Expressão Popular, 2004.
Gil, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6 ed. São Paulo: Atlas 2008
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