CORPOS DISSIDENTES À LUZ DO LAMPIÃO DA ESQUINA: A [IN]VISIBILIDADE DAS TRAVESTIS NOS PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO

Autores/as

Palabras clave:

Lampião da Esquina, Corpos dissidentes, Ditadura militar, Jornal, Travestis

Resumen

A pesquisa apresenta um levantamento inicial da produção acadêmica sobre o jornal Lampião da Esquina, com enfoque nas representações e experiências das travestis durante a ditadura militar brasileira. Publicado entre 1978 e 1981, o periódico constituiu importante espaço da imprensa alternativa e de visibilidade para sexualidades dissidentes, em um contexto marcado pela censura, repressão estatal e marginalização de corpos que divergiam dos padrões heteronormativos. Inserido em uma pesquisa mais ampla sobre a travestilidade no Lampião da Esquina e a construção de contramemórias das sexualidades dissidentes, o estudo realizou levantamento no Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES, considerando produções publicadas entre 2015 e 2025 e utilizando o descritor “Lampião da Esquina”. Após a identificação de 55 trabalhos, foram analisados os resumos das produções relacionadas às categorias “travestis” e “ditadura civil-militar”, sendo selecionadas oito dissertações que abordam direta ou indiretamente a temática. Os resultados evidenciam quatro principais eixos de abordagem: o jornal como espaço de visibilidade e representação de grupos marginalizados; sua atuação na militância homossexual e os conflitos com o regime militar; as disputas discursivas em torno das representações das travestis na imprensa; e as práticas de controle social, repressão e violência estatal direcionadas a esses sujeitos. As pesquisas analisadas indicam que o Lampião da Esquina contribuiu para conferir visibilidade às travestis e denunciar situações de violência, prisões arbitrárias e marginalização, contrapondo-se às representações produzidas pela imprensa hegemônica. Entretanto, o levantamento evidencia uma produção acadêmica ainda reduzida especificamente sobre as experiências e trajetórias sociais das travestis no periódico e durante a ditadura militar, apontando para a necessidade de aprofundamento das investigações sobre suas vivências, formas de resistência e processos de construção de memória e visibilidade histórica.

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Biografía del autor/a

Victor Santana Reis, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Advogado regularmente inscrito na OAB/BA. Bacharel em Direito pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (2019). Mestrando em Memória:Linguagem e Sociedade pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, UESB, Brasil.

Lívia Diana Rocha Magalhães, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Possui Graduação em Pedagogia (1983), Mestrado em Educação pela Universidade Federal de São Carlos (1992), Doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (1999) com estágio na Universidade Complutense de Madri, Pós-Doutorado em Psicologia Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) com estágio na Universidade Complutense de Madri. Atualmente é professora Plena da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Pesquisadora do Museu Pedagógico e Professora do Programa de Pós-Graduação em Memória: Linguagem e Sociedade e Professora convidada do CIFEX/USC (Espanha) desde 2005. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Política Educacional , atuando principalmente nos seguintes temas: educação, geração e memória geracional, história e história da educação.

Citas

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Publicado

2026-11-04