ETNICIDADE IORUBÁ, MEMÓRIA E IDENTIDADE NO CANDOMBLÉ DE MATRIZ AFRICANA ENTRE MITOLOGIA, HISTÓRIA E TRÂNSITOS CULTURAIS NO BRASIL.

Autores/as

Palabras clave:

Candomblé, Iorubá, Memória, Identidade, Etnicidade

Resumen

A presente comunicação discute a formação do ethos iorubá e os trânsitos culturais no candomblé de matriz africana no Brasil, tomando como eixo analítico a relação entre mitologia, história, memória e identidade. O problema investigado parte do entendimento de que a cultura africana, em sua dispersão atlântica, não pode ser compreendida como um bloco homogêneo e estático, mas como um campo dinâmico de reinvenções, recomposições e continuidades simbólicas. Nesse sentido, a pesquisa procura evidenciar como os elementos mítico-simbólicos iorubás, a exemplo dos ilequés – colares sagrados -, longe de se reduzirem a narrativas e símbolos fabulosos ou explicações pré-científicas, estruturam formas de legitimidade, pertencimento e organização social tanto na África quanto na diáspora. A relevância da investigação reside na necessidade de enfrentar a invisibilização histórica produzida pelo colonialismo, que silenciou experiências, saberes e modos de vida de povos africanos traficados para as Américas. Ao tratar da formação do grupo iorubá e de sua permanência simbólica no Brasil, o estudo evidencia que memória e tradição operam como mecanismos de resistência, rearticulação identitária e continuidade cultural. O objetivo central consiste em analisar como a fusão entre mitologia e história contribui para a manutenção da identidade religiosa no candomblé de matriz iorubá no Brasil, por intermédio de seus símbolos sagrados. A hipótese que orienta a reflexão é a de que o terreiro de candomblé constitui um espaço privilegiado de preservação da memória coletiva afro-brasileira, no qual se atualizam vínculos ancestrais, redes de filiação ritual e formas específicas de sociabilidade. Desse modo, a pesquisa busca contribuir para o reconhecimento dos terreiros como espaços de produção de conhecimento, de resistência cultural e de afirmação da humanidade negra.

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Biografía del autor/a

Luciano Lima Souza, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Vitória da Conquista, Bahia, Brasil

Doutor em Memória: Linguagem e Sociedade pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Possui Mestrado em Memória: Linguagem e Sociedade pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Especialização em Língua Portuguesa pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e graduação em Letras (Habilitação Português/Espanhol) pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) - (1995). Atualmente é professor Titular do Departamento de Ciências Humanas, Educação e Linguagem (DCHEL) da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), onde coordena a Área de Linguagem do Campus de Itapetinga-Bahia.Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Leitura e Produção Textual, Alfabetização e Letramento, Educação de Jovens e Adultos, Educação Infantil, Memória, Tradição e Linguagem das Comunidades Tradicionais de Terreiro da Bahia.

Daisy Laraine Moraes de Assis, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Vitória da Conquista, Bahia, Brasil

Possui graduação em Pedagogia com Habilitação em Supervisão Escolar pela Federação das Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna (1988), mestrado em Educação pela Universidade Federal de Sergipe (2005) e doutorado em Memória: Linguagem e Sociedade pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (2016). Atualmente é professora titular da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Sociologia e História da Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: Fundamentos da Educação, Política Educacional e Formação de Professores.

Citas

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Publicado

2026-11-04