HOMOFOBIA DURANTE A INFÂNCIA: UM ESTUDO EM MEMÓRIA
Palabras clave:
Memória, Juventude, Infância, Homofobia, LGBTQIAPN+Resumen
A pesquisa, em nível de mestrado e em andamento, analisa como jovens universitários LGBTQIAPN+ da cidade de Vitória da Conquista-BA compreendem e reconstroem as memórias de violências homofóbicas vivenciadas durante a infância, considerando o silenciamento histórico das experiências de sujeitos cujas sexualidades e identidades de gênero dissidentes se afastam dos padrões heteronormativos. De natureza qualitativa, o estudo é desenvolvido com discentes da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA), com campi situados em Vitória da Conquista, tendo como procedimento metodológico a realização de entrevistas semiestruturadas e como aporte teórico os estudos da memória de Maurice Halbwachs (2023) e Michael Pollak (1989), articulados às categorias de memórias, juventude universitária, relações e identidades de gênero, sexualidade, orientação sexual, infância e homofobia. A discussão fundamenta-se também nas contribuições de Louro (2007), Butler (2015), Preciado (2020), Silva (2007) e Borrillo (2015), compreendendo a infância como período de constituição identitária atravessado por expectativas sociais relacionadas ao gênero e à sexualidade e pela imposição de normas heteronormativas. Dados da Aliança Nacional LGBTI+ (2025) indicam a recorrência de violências verbais e físicas relacionadas à orientação sexual e à não conformidade com padrões tradicionais de masculinidade e feminilidade no ambiente escolar. Por se tratar de investigação em andamento, ainda não são apresentadas conclusões, mas parte-se do pressuposto de que parcela significativa das narrativas dos participantes será constituída por diferentes formas de violência homofóbica e de que as lembranças da infância serão reconstruídas a partir das experiências presentes e dos quadros de memória, tendo como possíveis pontos de referência a família, a religião e a classe social. Espera-se, assim, contribuir para a ampliação das discussões sobre memória, infância, violência homofóbica e experiências LGBTQIAPN+, promovendo maior visibilidade às trajetórias desses sujeitos para além dos espaços acadêmicos.
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Citas
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