UM OLHAR SOCIOLÓGICO: ENTRE O BECO DE VÓ DOLA E A BIBLIOTECA KILOMBECO, UMA ANÁLISE ANTROPOLÓGICA

Autores/as

Palabras clave:

Kilombeco, Mulheres, Beco de Vó Dola, Matrifocalidade

Resumen

O PETI de Ciências Sociais ao unir pesquisa, extensão e ensino, planejou e desenvolveu o projeto intitulado "Um Olhar Sociológico sobre Vitória da Conquista” que tinha o objetivo de fazer uma análise antropológica, sociológica ou política de locais de Vitória da Conquista. Esse trabalho é sobre a Biblioteca Kilombeco e o Beco de Vó Dola. Tendo como problema de pesquisa, se dá para perceber qual a influência da matrifocalidade no Beco de Vó Dola e no Kilombeco. A partir dos conceitos Quilombo Urbano (Danilo Santos e Rodrigo Aureliano), matrifocalidade e chefia feminina (Flávio dos Passos). Possuindo como objetivos compreender a formação do Beco de Vó Dola a partir da criação do Bairro Pedrinhas, destacando a importância da matrifocalidade dessas famílias negras. Tendo como objetivos específicos apresentar as atividades desenvolvidas do Kilombeco na comunidade e analisar a importância da atuação feminina no Beco de Vó Dola. Utilizando como metodologia, a pesquisa bibliográfica, um debate dos textos, uma pesquisa a campo do Beco de Vó Dola e o Kilombeco e entrevista com Vó Zita. A família de Vó Dola é composta por um arranjo matrifocal, na qual as mulheres são as chefes femininas e que comandam a casa e constrói meios de sua sobrevivência. Além disso, as mulheres construíram o bairro Pedrinhas quebrando pedras e as vendendo. Nisso, o Laiz Gonçalves, neta de Vó Dola constrói o Kilombeco como forma de resistência para as crianças da comunidade e as suas mães, mantendo assim essa rede matrifocal.  Ao longo do trabalho, foi possível compreender a importância da matrifocalidade para o Beco de Vó Dola. Sendo, um importante instrumento de construção de identidade, fortalecimento comunitário e valorização das culturas de matrizes africanas. Além do mais, foi possivél perceber a relevância do Kilombeco para os indivíduos que fazem parte da comunidade e que tem resistido às desigualdades sociais e educacionais presente no bairro, buscando construir novas possibilidades de transformações sociais, políticas, culturais e educacionais.

 

 

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Biografía del autor/a

Débora Costa Ramos de Jesus, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Graduada em Ciências Sociais da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB, 2026). Técnica em Meio Ambiente pelo Instituto Federal Baiano (2019). Suas áreas de interesse são a Sociologia da Arte, como foco em Cinema Negro EUA.

Maria Aparecida Lopes, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Graduanda em licenciatura do curso de Ciências Sociais pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - (UESB). Integrante do Grupo de Estudo Oju Obinrin- Feminismo, Etnicidade e Conhecimento. Pesquisadora da área relacionada ao ensino das Relações Étnico-raciais na disciplina de sociologia. Bolsista no programa de Iniciação cientifica com o projeto intitulado: '' Feminismo Negro contemporâneo nas pesquisas acadêmicas do nordeste brasileiro''. Atualmente atuo como voluntária do Programa de Educação Tutorial e Institucional - (PETI) - Subprojeto: Ciências Sociais, vinculado à PROGRAD-UESB. 

Emili Almeida da Conceição, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Vitória da Conquista, Bahia, Brasil

Professora do Departamento de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Doutoranda em Antropologia Social pela Universidade de Brasília (UnB) e Mestra em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, 2019). Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA, 2016). Integra o Grupo de Estudos GeAfro, vinculado ao Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neab/UFRGS) e o Grupo de Estudos e Pesquisas em Etnicidades, Relações Raciais e Educação (GEPERRE/UESB). Suas áreas de interesse e investigação concentram-se na Antropologia da Aprendizagem, Religião, Meio Ambiente e Paisagem. No mestrado, dedicou-se à etnografia dos processos de aprendizagem religiosa em comunidades de terreiro. Atualmente, desenvolve tese de doutorado focada nas intersecções entre sociedade e meio ambiente, com recorte empírico situado entre o Sertão e o Recôncavo baiano.

Citas

DESENVOLVIMENTO Social. Vitória da Conquista agora conta com o primeiro quilombo urbano reconhecido pela Fundação Palmares. PMVC BA, 2014. Disponível em: https://www.pmvc.ba.gov.br/vitoria-da-conquista-agora-conta-com-o-primeiro-quilombo-urbano-reconhecido-pela-fundacao-palmares/. Acesso em 24 jun de 2026.

NASCIMENTO, Washington Santos. O BECO DE VÓ DOLA: Território negro em Vitória da Conquista/BA. Revista da ABPN, v. 3, n. 6, p. 17-30, nov. 2011 – fev. 2012.

PASSOS, José dos. Beco de (Vó) Dola: Territorialidade e Ancestralidade Negra em Vitória da Conquista. 2012. 295f. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais com concentração em Antropologia). Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2012.

Santos, Danilo José dos. Comunidades urbanas e rurais no contexto quilombola brasileiro: análise social, histórica e suas especificidades. 2018. 58f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Psicologia), Unidade Educacional De Palmeira Dos Índios, Palmeira dos Índios, 2018.

Publicado

2026-11-04