O RAP COMO FERRAMENTA DE FORMAÇÃO CRÍTICA DE JOVENS NEGROS: UMA ANÁLISE DAS LETRAS DO RACIONAIS MC'S

Autores/as

Palabras clave:

Rap, Resistência cultural, Educação Antirracista

Resumen

O rap, enquanto manifestação cultural e musical, constitui-se como uma forma de resistência das populações negras e periféricas diante das desigualdades impostas por um sistema social excludente. Apesar disso, permanece historicamente marginalizado, em função do racismo estrutural que se enraíza em uma formação social marcada pela violência e pela exploração da população negra. Nesse contexto, a presente pesquisa analisa de que modo as letras de rap, especialmente as do grupo Racionais MC’s, operam como práticas educativas e de resistência, ao promoverem uma leitura crítica da realidade social e contribuírem para processos de emancipação e formação do senso crítico nas comunidades negras. Ademais, investiga-se as práticas educativas que se desenvolvem para além dos muros da escola, evidenciando a centralidade de espaços não escolares na produção de saberes antirracistas. A discussão fundamenta-se nas contribuições teóricas de Clóvis Moura, Conceição Evaristo e Djamila Ribeiro, cujas reflexões articulam raça, classe e resistência cultural no contexto brasileiro.

 

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Biografía del autor/a

Marla Santos Barreto, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Vitória da Conquista, Bahia, Brasil

Granduanda em Ciências Sociais pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.

Dener Santos Silveira, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Vitória da Conquista, Bahia, Brasil

Professor Adjunto - do Departamento de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/ UESB - campus de Vitória da Conquista - Doutor em Sociologia pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia da Universidade Federal de São Carlos PPGS/UFSCAR, mestre em Sociologia PPGS/UFSCAR(2011) e graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Carlos (2006). Possui especialização em Gestão Pública e Sociedade pela Universidade Federal do Tocantins/UNICAMP(2012). Foi colaborador do Curso de História e Cultura Afro-brasileira, financiado pela United Negro College Funds e USAID em colaboração com o African World Institut da Fort Valley State University/USA, Integrante da Equipe de Avaliação do Programa Pathways to Higher Education Initiative da Fundação Ford dirigido ao ingresso e Permanência de Negros no Ensino Superior no Brasil. É membro do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Federal de São Carlos/NEAB/UFSCAR. Foi membro do Fórum Intergovernamental de Políticas de Promoção da Igualdade Racial/FIPIR da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial/SEPPIR da Presidência da República. Foi membro do Comitê Pró-Equidade de Gênero enquanto Chefe da Divisão de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Prefeitura Municipal de São Carlos/PMSC e Presidente do Conselho Municipal da Comunidade Negra de São Carlos/SP(2007-2009).

Citas

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REMENCHE, Maria de Lourdes Rossi; SIPPEL, Juliano. A ESCREVIVÊNCIA DE CONCEIÇÃO EVARISTO COMO RECONSTRUÇÃO DO TECIDO DA MEMÓRIA BRASILEIRA. Cadernos de Linguagem e Sociedade, [S. l.], v. 20, n. 2, p. 36–51, 2019.

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SANTOS, Paulo Henrique Ferreira Borges dos. “Nossos discos foram livros”: Potencialidades pedagógicas dos rap para a educação das relações étnico-raciais. Universidade Federal de São Carlos, São Paulo, 2024.

Publicado

2026-11-04