A AUCTORITAS HORACIANA E AS DEFINIÇÕES DE TRAGÉDIA NAS ARTES POÉTICAS DE IGNÁCIO DE LUZÁN E CÂNDIDO LUSITANO
Palabras clave:
Cândido Lusitano, Horácio, Luzán, Preceptiva poética, TragédiaResumen
O presente resumo expandido apresenta resultados parciais de pesquisa sobre a recepção de autoridades latinas na preceptiva poética portuguesa do século XVIII, tendo como foco o tratamento dado à tragédia na Arte Poética ou Regras da verdadeira poesia em geral, e de todas as suas espécies principais, tratadas com juízo crítico (1759), de Francisco José Freire (1719-1773), preceptista português mais conhecido pelo pseudônimo Cândido Lusitano. O trabalho tem como principal objetivo comparar a abordagem da origem, progresso e definição da tragédia encontrada em La poética o reglas de la poesía en general y de sus principales espécies (1737), de Ignacio de Luzán (1792-1754) e a de Cândido Lusitano em sua Arte Poética, com vistas a expor os paralelos entre suas respectivas abordagens, com especial atenção ao modo como os dois preceptistas recorrem a Horácio ao tratarem da tragédia. Pretende-se, pois, demonstrar como a auctoritas de Horácio, juntamente com a de Aristóteles, serve de base para tratarem da origem, progressos e definição da tragédia e, desse modo, evidenciar a relação de derivação entre as abordagens de Freire e de Luzán. O estudo se baseia nas seguintes referências teóricas e historiográficas: Berrio e Calvo (1999), Bobes et al. (1998), Castro (2008), Saraiva e Lopes (2005), Sánchez Laílla (2010), Sebold (2008), Teixeira (1999).
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Citas
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