SENTIDOS DE “DOMÉSTICAS” EM UM TEXTO JORNALÍSTICO: UMA ANÁLISE SEMÂNTICO-ENUNCIATIVA

Autores/as

Palabras clave:

Empregadas domésticas, Agora São Paulo, Semântica do Acontecimento

Resumen

O trabalho analisa os sentidos produzidos para a designação “domésticas” em um texto jornalístico publicado pelo jornal Agora São Paulo, em 2013, após a aprovação da Emenda Constitucional nº 72/2013, conhecida como “PEC das Domésticas”. A pesquisa fundamenta-se na Semântica do Acontecimento, de Eduardo Guimarães (2002, 2009), especialmente nas noções de articulação e reescrituração. A partir da análise de dois enunciados da matéria, observa-se que a designação “domésticas” se relaciona à ampliação e à equiparação dos direitos trabalhistas dessas profissionais aos direitos dos demais trabalhadores. Desse modo, os sentidos produzidos significam o trabalho doméstico como uma atividade profissional regulamentada e amparada por garantias legais. Conclui-se, portanto, que os sentidos de “domésticas” analisados estão associados à regulamentação da jornada de trabalho e ao reconhecimento de direitos trabalhistas para essa categoria.

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Biografía del autor/a

Gabriela Souza Silva, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Linguística (PPGLin). Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Letras: Cultura, Educação e Linguagens (PPGcel), da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), na linha Literatura e Interfaces; especialista em Leitura e Produção de Texto pela Faculdade Iguaçu e bacharela em Jornalismo pela Uesb. Entre 2018 e 2019, atuou como voluntária no Programa de Iniciação Científica da Uesb, no projeto de pesquisa A travessia da formação em Jornalismo: experiência de vida em curso. Em 2020, continuou no mesmo programa como bolsista. Desde 2018, integra o Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no grupo de estudos e pesquisa, Narrativas, Formação e Experiência (Naforme), que estuda a formação humana, narrativas, histórias de vidas e experiência. Tem interesse na área de literatura menor, jornalismo literário, narrativa, experiência e trabalho doméstico feminino remunerado.

Jorge Viana Santos , Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Bahia, Brasil

Doutor em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Mestre em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Atualmente é professor Titular da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), vinculado ao Departamento de Estudos Linguísticos e Literários. É Professor do quadro permanente do Programa de Pós-Graduação em Linguística (PPGLin-UESB) e Professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em Memória, Linguagem e Sociedade (PPGLMLS-UESB) É pesquisador do Grupo de Pesquisa em Estudos Linguísticos - GPEL (CNPq) e do Grupo de pesquisa Plataforma de Corpus Eletrônico de Documentos Históricos do Sertão (Cnpq). É coordenador, juntamente com a Profa. Cristiane Namiuti (UESB), do Laboratório de Pesquisa em Linguistica de Corpus (LAPELINC); é pesquisador em rede associado ao LAVIHD, Laboratório Virtual de Humanidades Digitais, da USP. Como pesquisador da FAPESB (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia), coordenou o projeto de pesquisa Corpora digitais de documentos históricos da Imperial Vila da Victoria, atual Vitória da Conquista-Bahia: resgate e preservação do patrimônio linguístico e da memória da escravidão na Bahia (FAPESB APP0014/2016). Tem experiência na área de Linguística, Semântica, Semiótica, Linguística de Corpus; Memória e Fotografia, atuando nos seguintes temas: Escravidão, Liberdade, sentido, argumentação, lugares de enunciação, processos de designação, reescritura, subjetivação, fotografia, imagem e memória. 

Citas

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Publicado

2026-11-04