UMA LEITURA DOS TERRITÓRIOS QUILOMBOLAS DE NAIÁ E MUTUM NO EXTREMO SUL DA BAHIA, À LUZ DO TRIPÉ ESTADO, CAPITAL E TRABALHO

Autores/as

Palabras clave:

Capital, Território, Estado, Trabalho, População quilombola

Resumen

A presente pesquisa tem como objetivo analisar os desdobramentos da pressão da indústria de celulose sobre os territórios quilombolas de Naiá e Mutum, localizados no município de Caravelas, no Extremo Sul da Bahia, considerando as dinâmicas que podem culminar na dispersão populacional e seus impactos territoriais, sociais e culturais. Fundamentado na concepção de território como produto das relações sociais e das contradições inerentes ao modo de produção capitalista, o estudo dialoga com as contribuições de Oliveira (1999), Marx e Engels (2007), Mészáros (2011, 2021), Harvey (2005) e Moura (2021). Metodologicamente, adota-se uma perspectiva crítica orientada pela categoria da totalidade concreta, com revisão bibliográfica e levantamento de dados secundários em instituições como a Fundação Cultural Palmares, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. A coleta de dados primários, prevista por meio de entrevistas, formulários, observação direta e registros fotográficos, aguarda submissão ao Comitê de Ética. As considerações preliminares apontam que a pressão das empresas de celulose pode estar relacionada à redução da população nos territórios, à diminuição dos cultivos agrícolas e ao enfraquecimento dos saberes e fazeres ancestrais. Em contrapartida, identificam-se iniciativas de reorganização comunitária e retomada da luta pelo acesso à terra, pelo reconhecimento e pela titulação territorial. Por estar em estágio inicial, a investigação busca aprofundar a compreensão dessas contradições e das estratégias de resistência e (re)existência mobilizadas pelas comunidades para assegurar sua permanência nos territórios.

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Biografía del autor/a

João Paulo de Oliveira Santos, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Bahia, Brasil

Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGeo) da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (ingresso em 2025.2). Mestre em Ciências e Sustentabilidade pela Universidade Federal do Sul da Bahia (2024). Especialista em Direitos Humanos e Contemporaneidade pela Universidade Federal da Bahia (2020) e em Geografia pela Faculdade do Noroeste de Minas (2008). Graduado em Geografia (Licenciatura) pela Universidade Estadual de Santa Cruz (2006).Atualmente, atua como professor de Geografia na rede Estadual da Bahia e Municipal de Teixeira de Freitas. Integra o Grupo de Pesquisa Território, Trabalho e Memória. Desenvolve pesquisas na área de relações socioambientais, com ênfase nos temas território, territorialidade, territórios quilombolas e conflitos no Território de Identidade do Extremo Sul da Bahia.

Citas

HARVEY, D. A produção capitalista do espaço. Tradução: Carlos Szlak. São Paulo: Annablume, 2005.

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MARX, K.; ENGELS, F. A ideologia alemã: crítica da novíssima filosofia alemã em seus representantes Feuerbach, B. Bauer e Stirner, e do socialismo alemão em seus diferentes profetas. Tradução: Marcelo Backes. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007 [1845-1846].

MÉSZÁROS, I. Para além do Capital: rumo a uma teoria da transição. Tradução: Paulo Cezar Castanheira e Sérgio Lessa. 1. ed. rev. São Paulo: Boitempo, 2011. Disponível em: https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/208/o/para-alem-do-capital.pdf. Acesso em: 04 jul. 2025. p. 1032-62.

MÉSZÁROS, I. Para além do Leviatã: crítica do Estado (Organização, prefácio e notas de John Bellamy Foster). Tradução: Nélio Schneider. 1. ed. São Paulo: Boitempo, 2021.

MOURA, C. Quilombos: resistência ao escravismo. 5. ed. Teresina: EDUESPI, 2021.

Publicado

2026-11-04