CANTANDO A FÉ DO POVO: ETHOS E MEMÓRIA DE MAJÚ EM ANDARAÍ (1970-1940)
Palabras clave:
Ethos, Memória social, Intelectualidade negra, Cultura afro-brasileira, RetóricaResumen
Esta pesquisa analisa a trajetória de Margentina Guimarães Silva, conhecida como Maju, intelectual negra de Andaraí, Bahia, entre as décadas de 1970 e 1990, com o objetivo de verificar como sua atuação nos campos educacional, cultural e religioso produziu e sedimentou um ethos de liderança comunitária, cuidado coletivo e mediação simbólica. Inscrito no campo da Retórica, o estudo toma como eixo central a noção de ethos, em diálogo com categorias como ethos prévio, ethos dito, ethos mostrado, cenografia e incorporação, a fim de examinar de que modo se constroem imagens públicas e afetivas de Maju nos materiais que a representam e a fazem lembrar. Em interlocução com estudos sobre memória social e intelectualidade negra, a pesquisa também considera as condições históricas de gênero e raça que atravessam a emergência e a legitimação de uma mulher negra em espaços de visibilidade e influência no interior baiano. De natureza qualitativa, o trabalho mobiliza documentos do acervo pessoal de Maju, entre os quais canções, poemas, manuscritos, projetos escolares, fotografias, jornais locais e documentos institucionais, além de entrevistas semiestruturadas com pessoas próximas a Maju. Os resultados demonstram que no imaginário local, a imagem de Maju é percebida como uma forte presença pública e sua atuação articulava autoridade, sensibilidade estética, compromisso pedagógico e valorização das culturas afro-brasileiras.
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Citas
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