“IDENTIDADE RACIAL ASSOCIADA À VIOLÊNCIA”: SENTIDOS DA PALAVRA “CAPOEIRA” EM UMA CHARGE DA REVISTA ILLUSTRADA DE 1882

Autores/as

Palabras clave:

Semântica de Acontecimento, Capoeira, Revista Illustrada

Resumen

Este artigo acadêmico investiga a estigmatização histórica da capoeira no Brasil do século XIX por meio de uma análise semântica da imprensa oitocentista. Os autores utilizam uma charge de 1882 da Revista Illustrada para demonstrar como o discurso mediático da época associava deliberadamente a prática a conceitos de violência, criminalidade e perigo social. Através da metodologia da Semântica do Acontecimento, o estudo revela que as publicações não apenas relatavam fatos, mas construíam uma inferiorização racial ao naturalizar o comportamento agressivo como inerente à população negra. Dessa forma, o texto argumenta que a comunicação visual e escrita daquele período serviu para fundamentar a perseguição institucional e a futura criminalização da capoeira no primeiro Código Penal republicano. Conclui-se que essa manipulação da linguagem foi essencial para consolidar estereótipos que justificavam a exclusão social de negros livres e escravizados sob o pretexto de manutenção da ordem pública.

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Biografía del autor/a

Joana D'arc Santos Silva, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Bahia, Brasil

Com experiência na área de Linguagem, foco em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, Joana D'arc é graduada em Letras Vernáculas pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) - Campus XX Brumado Bahia (2019-2025); é Professora de Capoeira motivada há 16 anos de prática no esporte. Reconhecida pela empresa: Associação de Capoeira Alessandra Guerreira (CNPJ-17.411.129/0001-95) por desenvolver atividades com crianças, jovens e adultos. Possui competência no âmbito cultural e educacional, com experiências em oficinas de capoeira, tranças, turbantes, maquiagem Afro, instrumentação afro-brasileira e contação de histórias. Em 2023/2024 desenvolveu um trabalho voluntário com a Capoeira, voltada a um coletivo de mulheres intitulado ''Vedetas''; esteve como presidente discente na comissão da CEU - Casa dos Estudantes da UNEB (2021-2025), bem como, presidente do C.A. do curso de Letras; Ademais, foi pesquisadora no Programa de Pesquisa Diagnóstica das Escolas do Campo na Bahia, em parceiria com a UNEB, por um período de quatro (04) meses (2022); e atuou também como bolsista no PIBID - Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (2023-2024), no Campus do IFBA de Brumado - BA. Atualmente, matriculada no curso de mestrado em Linguística ( Linha: Texto, significado e Discurso e Projeto temático: Sentidos de escravidão, trabalho e liberdade e escravidão) Edital/406-2025. 

Jorge Viana Santos, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Bahia, Brasil

Doutor em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Mestre em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Atualmente é professor Titular da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), vinculado ao Departamento de Estudos Linguísticos e Literários. É Professor do quadro permanente do Programa de Pós-Graduação em Linguística (PPGLin-UESB) e Professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em Memória, Linguagem e Sociedade (PPGLMLS-UESB) É pesquisador do Grupo de Pesquisa em Estudos Linguísticos - GPEL (CNPq) e do Grupo de pesquisa Plataforma de Corpus Eletrônico de Documentos Históricos do Sertão (Cnpq). É coordenador, juntamente com a Profa. Cristiane Namiuti (UESB), do Laboratório de Pesquisa em Linguistica de Corpus (LAPELINC); é pesquisador em rede associado ao LAVIHD, Laboratório Virtual de Humanidades Digitais, da USP. Como pesquisador da FAPESB (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia), coordenou o projeto de pesquisa Corpora digitais de documentos históricos da Imperial Vila da Victoria, atual Vitória da Conquista-Bahia: resgate e preservação do patrimônio linguístico e da memória da escravidão na Bahia (FAPESB APP0014/2016). Tem experiência na área de Linguística, Semântica, Semiótica, Linguística de Corpus; Memória e Fotografia, atuando nos seguintes temas: Escravidão, Liberdade, sentido, argumentação, lugares de enunciação, processos de designação, reescritura, subjetivação, fotografia, imagem e memória.

Citas

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Publicado

2026-11-04