A EDUCAÇÃO INFANTIL AMBIENTAL PARA A JUSTIÇA CLIMÁTICA: A FORMAÇÃO CONTINUADA COMO POTÊNCIA PARA A TRANSFORMAÇÃO DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS
Palabras clave:
Educação infantil ambiental, Formação continuada, Infância e natureza, DesemparedamentoResumen
As mudanças climáticas e a crise socioambiental reforçam a necessidade de práticas educativas que promovam o fortalecimento dos vínculos entre crianças e natureza desde a Educação Infantil. Nesse contexto, este estudo teve como objetivo compreender de que maneira o Curso de Aperfeiçoamento Educação Infantil Ambiental para a Justiça Climática: Crianças de um Território, Infâncias de um Planeta, promovido pelo Ministério da Educação (MEC), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (SECADI) e, na Bahia, com apoio da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), contribuiu para a transformação das práticas pedagógicas das professoras participantes. A pesquisa, de natureza qualitativa e caráter exploratório, foi desenvolvida a partir da observação participante durante os encontros presenciais e virtuais realizados no polo de Itacaré (BA), envolvendo estudos teóricos, oficinas, rodas de conversa, trilhas ecológicas, visitas a comunidades quilombolas, espaços naturais e experiências de desemparedamento inspiradas na Creche Indígena Oka Katuana. Os resultados evidenciaram mudanças significativas nas concepções e práticas das educadoras, que passaram a reconhecer a natureza e os territórios como espaços permanentes de aprendizagem. Após a formação, foram incorporadas atividades como contação de histórias ao ar livre, investigações da fauna e flora, exploração dos quintais escolares, caminhadas pelos territórios, brincadeiras em ambientes naturais e produções artísticas com elementos da natureza. As análises dialogam com Tiriba (2018) e Profice (2022), ao evidenciar que experiências formativas fundamentadas no desemparedamento favorecem o fortalecimento dos vínculos afetivos com a natureza, contribuindo para uma educação ambiental comprometida com a justiça climática. Conclui-se que a formação continuada constitui importante estratégia para ressignificar práticas pedagógicas, promovendo uma Educação Infantil mais conectada aos territórios, às culturas locais e à defesa da vida.
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Citas
PROFICE, Cristiane. Infâncias, natureza e educação ambiental. Ilhéus: Editus, 2022.
TIRIBA, Lea. Crianças, natureza e educação infantil. São Paulo: Cortez, 2018.
TIRIBA, Lea. Desemparedamento da infância: a escola como lugar de encontro com a natureza. Rio de Janeiro: Instituto Alana, 2018.
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Derechos de autor 2026 Colóquio Nacional e Colóquio Internacional do Museu Pedagógico da UESB

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