O LUGAR DO ACOLHIMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: TECENDO RESISTÊNCIAS NO COTIDIANO ESCOLAR
Palavras-chave:
Educação infatil, Acolhimento, Círculos de cultura, Brincar, PIBIDResumo
O presente trabalho discute o lugar do acolhimento na Educação Infantil e sua configuração como prática de resistência contra propostas precarizadas e a lógica meramente escolarizante no cotidiano da escola pública. Caracteriza-se como uma pesquisa de campo de abordagem qualitativa, desenvolvida a partir das vivências do subprojeto de Pedagogia do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Campus de Jequié. A investigação foi realizada em uma instituição pública da periferia do município, com foco em crianças de 4 a 5 anos de uma turma de Grupo 4 (G4). Os procedimentos metodológicos envolveram a observação participante e a mediação de propostas investigativas, registradas em diários de campo e relatórios de planejamento, tensionados teoricamente por meio do cruzamento com produções acadêmicas contemporâneas. Os resultados evidenciam que o cuidado, o acolhimento e o brincar constituem dimensões indissociáveis da ação pedagógica, materializados na execução do Projeto Pedagógico “O Ovo”, o qual emergiu da escuta ativa das curiosidades espontâneas das crianças. A organização de contextos enriquecidos, mesas sensoriais e oficinas pautadas na abordagem dos Círculos de Culturas da Infância estimulou a autonomia, o fortalecimento de vínculos seguros e a afirmação das crianças como sujeitos de conhecimentos. Embora a prática revele desafios estruturais,como a sobrecarga docente, rotinas burocráticas e os limites de propostas baseadas em agendas adultocêntricas , conclui-se que o acolhimento ultrapassa a mera recepção física e se consolida como eixo estruturante e barreira ética contra o produtivismo, salvaguardando o direito fundamental à infância.
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Referências
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