QUEM TEM DIREITO À MEMÓRIA DA CIDADE? PLANEJAMENTO URBANO, APAGAMENTO E RESISTÊNCIA EM VITÓRIA DA CONQUISTA
Palavras-chave:
Memória, Discurso, Resistência, Direito à cidadeResumo
O presente trabalho integra pesquisa de doutorado em andamento e propõe uma reflexão sobre a relação entre memória urbana, planejamento urbano e direito à cidade em Vitória da Conquista/BA. Parte-se da compreensão de que a cidade não é produzida apenas por seus aspectos materiais e normativos, mas também por narrativas, silenciamentos e disputas simbólicas que definem quais sujeitos, territórios e experiências são reconhecidos como parte legítima da história urbana. Com abordagem qualitativa, bibliográfica e documental, vinculada à Análise de Discurso de matriz materialista, o estudo mobiliza autores como Lefebvre, Milton Santos, Rolnik, Maricato, Nora, Pollak e Pêcheux para analisar documentos de planejamento urbano e materialidades institucionais que produzem sentidos de progresso, modernização, pertencimento e desenvolvimento. As reflexões preliminares indicam que o planejamento urbano, articulado a discursos oficiais de valorização da cidade, pode operar como dispositivo de memória e esquecimento, especialmente quando invisibiliza povos tradicionais, comunidades populares e sujeitos historicamente subalternizados. Conclui-se que o direito à cidade envolve também o direito à memória, à permanência e ao reconhecimento.
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Referências
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