MARCADAS PARA MORRER: O CINEMA DOCUMENTAL COMO FERRAMENTA DE RESISTÊNCIA FEMININA
Palavras-chave:
Presença feminina no cinema, Ditadura empresarial-civil-militar, Resistência, Gênero, MemóriaResumo
Esta pesquisa, em andamento, investiga o documentário Cabra Marcado para Morrer (1984), de Eduardo Coutinho, como fonte histórica e instrumento de resistência feminina durante a ditadura civil-militar brasileira (1964–1985). Tendo como figura central Elizabeth Teixeira, esposa do líder das Ligas Camponesas de Sapé (PB), o trabalho analisa como o cinema documental resgatou memórias femininas silenciadas pela história oficial. A investigação articula análise fílmica, hermenêutica do cotidiano, perspectiva de gênero e materialismo histórico, dialogando com autoras e autores como Joan Scott, Michelle Perrot, Ecléa Bosi, Paul Ricoeur e Angela Mendes de Almeida. Os resultados parciais indicam que a oralidade de Elizabeth constitui um ato político de resistência, evidenciando formas de agência feminina invisibilizadas pelo regime autoritário e pela sociedade patriarcal.
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