ORALIDADE(S) COMO RESISTÊNCIA: UMA ANÁLISE DAS INTERTEXTUALIDADES EM REELS INFORMATIVOS PRODUZIDOS POR ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO
Palavras-chave:
Educação antirracista, Oralidade, Resistência, InterdisciplinaridadeResumo
Neste trabalho, analisamos reels informativos produzidos no Projeto de Ensino Interdisciplinar Oralidade(s) como resistência: decolonizando linguagens e culturas, desenvolvido, em 2025, com turmas de 1º ano de cursos técnicos integrados ao ensino médio do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) Campus Almenara, a partir de discussões sobre eurocentrismo, colonialismo e colonialidade. Mais especificamente, o objetivo do presente trabalho é analisar como o fenômeno de intertextualidade aparece nos reels informativos produzidos pelos estudantes. Para tanto, buscamos identificar os textos, informações e referências mobilizados e as abordagens sobre eurocentrismo (se em perspectivas de opressão ou resistência) nessas produções. Na análise dos dezenove reels informativos produzidos pelas(os) estudantes e publicados na página do Projeto, observamos que as relações intertextuais ocorrem tanto de forma implícita quanto explícita e se caracterizam, também, pela sua diversidade, inclusive no que diz respeito aos gêneros textuais e às linguagens que compõem as produções. Assim, notamos que a maior parte das produções concentrou-se na problematização do eurocentrismo, de modo que os textos mobilizados fundamentam tais críticas; no entanto, observamos que alguns reels articularam a exposição das lógicas eurocêntricas de opressão com a valorização das resistências, principalmente por meio da mobilização explícita de referências de autoria indígena. Diante disso, destacamos as potencialidades dessa prática pedagógica antirracista, em que os estudantes assumem um protagonismo na produção textual, e consideramos que algumas discussões poderiam ser mais aprofundadas.
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