A PERMANÊNCIA E O ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO DO PÚBLICO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL DA UESB: SENTIDOS E PERSPECTIVAS POLÍTICAS

Autores

Palavras-chave:

Atendimento educacional especializado, Educação especial, Ensino superior, Permanência estudantil

Resumo

O trabalho tem como objetivo sistematizar e analisar criticamente a produção acadêmica referente ao Atendimento Educacional Especializado (AEE) no Ensino Superior, com ênfase na permanência dos estudantes da Educação Especial, diante da ampliação do acesso desses estudantes propiciada por marcos legais como a Lei nº 9.394/1996, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008), a Lei nº 13.146/2015 e a Lei nº 14.254/2021. Trata-se de pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória, desenvolvida na modalidade Estado do Conhecimento, com levantamento realizado na BDTD e no Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES entre 2015 e 2024, utilizando os descritores "Atendimento Educacional Especializado", "Permanência no Ensino Superior" e "Permanência", resultando em corpus de 26 produções (24 dissertações e 2 teses), analisadas por meio da Análise de Conteúdo de Bardin (2011).

Os resultados, organizados em três categorias — perfil das produções acadêmicas, AEE no Ensino Superior e permanência dos estudantes da Educação Especial —, evidenciam crescimento das pesquisas sobre o tema nos últimos anos, concentradas nas regiões Sul e Sudeste, com predominância de dissertações; destacam os Núcleos de Acessibilidade como principais responsáveis pela oferta de recursos pedagógicos e tecnologias assistivas, e revelam desafios relacionados a barreiras arquitetônicas, pedagógicas, comunicacionais e atitudinais, além da insuficiência de recursos humanos e institucionais. Conclui-se que o AEE constitui importante suporte para a permanência acadêmica, mas que persistem fragilidades na institucionalização desse serviço no Ensino Superior, reforçando a necessidade de ampliar as pesquisas sobre a temática e de fortalecer políticas institucionais que assegurem não apenas o acesso, mas também a permanência e o sucesso acadêmico dos estudantes público da Educação Especial.

 

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Biografia do Autor

Maria Emília de Andrade Santos Botelho, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Vitória da Conquista, Bahia, Brasil

Psicóloga, graduada em Psicologia pela Faculdade de Tecnologia e Ciências da Bahia (FTC/Salvador, 2007). Mestra em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGED) da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), vinculada à linha de pesquisa Processos educacionais, formação de professores e inclusão, e atuou como psicóloga na assistência estudantil da referida instituição. Possui especializações em Psicologia Cognitiva Comportamental; Políticas Públicas e Contextos Educativos; Gerência e Administração de Políticas Culturais e Educacionais, com ênfase em Educação Inclusiva; e em Autismo com base no Modelo Estruturado ao Atendimento Clínico Ambulatorial (Faculdade Polis Civitas, Curitiba/PR). Possui experiência na área de Psicologia, com atuação em Psicoterapia Cognitiva Comportamental e em contextos clínicos, educacionais e sociais. Atuou como psicóloga clínica nas clínicas Psicoespaço e Pró-Riso; na Política de Assistência Social, com atuação no CRAS do município de Macarani (2009 - 2011; 2018) e no CREAS de Itapetinga (2013 - 2016); como psicóloga perita na 1 Vara Criminal e 2 Vara Cível da Comarca de Itapetinga (2015); na assistência estudantil da UESB/PRAE (2018; 2023-2025); no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) (2020); e na Secretaria Municipal de Saúde de Itapetinga (2021/2022). Desenvolve pesquisas vinculadas ao Centro de Pesquisas e Estudos Pedagógicos (CEPEP) e possui produção acadêmica nas áreas de Desenvolvimento Humano, Políticas Publicas, Educação, Inclusão e Saúde, com ênfase em diversidade, intervenções psicossociais, família, educação inclusiva e violência.

Referências

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Publicado

2026-11-04