A MEMÓRIA DA DOR FEMININA DIANTE DA MORTE

Autores

Palavras-chave:

Dor, Memória, Lamento feminino, Morte

Resumo

O texto apresenta um recorte de tese de doutorado em desenvolvimento, intitulada Memória e Dor: o reaparecimento das formas do tempo em El Sabor de las Margaritas (2019-2021), que analisa a plasticidade corporal do sofrimento feminino na série dirigida por Miguel Conde e Álex Sampaio, com foco na personagem Eva (Maria Mera), policial que investiga a morte da irmã Margarita (Matina Stetson) e que, ao longo da primeira temporada, desenvolve vínculo afetivo com Ana (Nerea Barros), prostituta do clube Pétala; fundamentado nas obras de Georges Didi-Huberman A Imagem Sobrevivente (2013) e Invenção da Histeria (2015), o estudo propõe compreender as gesticulações corporais e os sentimentos de Eva como formas de memória e sobrevivência do lamento feminino, nas quais se entrelaçam trágico, desejo, morte e luto, conforme a perspectiva do autor sobre o combate íntimo entre desejo e dor, apontando para uma desordem que lança a personagem em uma trajetória narrativa marcada pela dança constante com a morte.

 

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Biografia do Autor

Silvaneide Dias da Silva, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Memória Linguagem e Sociedade da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Mestra em Memória Linguagem e Sociedade da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Graduada em Cinema e Audiovisual pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Atualmente realiza pesquisa de produções cinematográfico-audiovisuais, com ênfase na plasticidade do cinema como memória das formas, buscando nas teorias dos estudiosos, Aby Warburg, Georges Didi-Huberman, o meio de reflexão sobre os signos emitidos por tais produções. O foco é compreender como as cores, luzes, sombras, movimentos corporais, texturas e volumetrias que fazem parte da constituição da direção da arte, impactam o observador, e como essa relação entre o observador e a arte revela uma memória pelo viés da criação artística. Poetisa com dois poemas publicados: Os Elos e as Unhas de Rebeca na coleção Palavrinhas com organização de Ybeane Moreira e Noi Sul (2025) e o poema Estranhos Vestidos Azuis na coleção Vozes que Ecoam na Joia do Sertão Baiano com organização de Ybeane Moreira e Noi Sul (2024).

Rogério Luiz Silva de Oliveira, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Vitória da Conquista, Bahia, Brasil

Concluiu doutorado (2016) no Programa em Memória: linguagem e sociedade pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB, com a tese ''Memória e Criação na Direção de Fotografia'', publicada pela Editora Multifoco (2023). Mestre (2011), pelo mesmo Programa, com a dissertação ''Fotografia e Memória: a criação de passados'', publicada, com o mesmo título, pela Edições UESB. No mestrado, foi bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES. É integrante do grupo de pesquisa Cultura, Memória e Desenvolvimento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPQ, vinculado à Universidade de Brasília - UNB (http://www.culturaememoria.com.br/) e pesquisador do grupo de pesquisa ''Cinematografia, Expressão e Pensamento'', vinculado à Universidade Federal Fluminense - UFF. Professor titular do curso de Cinema e Audiovisual da UESB, com dedicação exclusiva. Docente do Programa de Pós-Graduação em Memória: Linguagem e Sociedade / UESB. Faz direção de fotografia de trabalhos audiovisuais. É sócio da Associação Brasileira de Cinematografia - ABC, como professor de cinematografia e membro da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual - SOCINE.

Referências

El Sabor de las Margaritas. Direção: Miguel Conde e Álex Sampaio. Roteiro: Raquel Arias, Chaleb Jaber Martínez e Eligio R. Montero. Produção: TVG (Televisão de Galícia)- Espanha. (2019-2021). 45 min.

DIDI-HUBERMAN, Georges. A Imagem Sobrevivente: História da arte e tempo dos fantasmas segundo Aby Warburg. Tradução: Vera Ribeiro. Rio de Janeiro. Contraponto, 2013.

DIDI-HUBERMAN, Georges. Invenção da Histeria: Charcot e a iconografia da Salpêtreère. Tradução: Vera Ribeiro. Rio de Janeiro. Contraponto, 2015.

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Publicado

2026-11-04