O CANTO COMO ESTRATÉGIA MUSICOTERAPÊUTICA PARA O DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM E A COMUNICAÇÃO DE CRIANÇAS COM TEA

Autores

Palavras-chave:

Musicoterapia, Canto, Linguagem, TEA

Resumo

O presente estudo tem como objetivo refletir sobre a utilização do canto como estratégia musicoterapêutica para favorecer a comunicação e o desenvolvimento da linguagem em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de caráter descritivo, vinculada a uma investigação de doutorado em andamento, fundamentada em contribuições da Musicoterapia, da Psicanálise, da Pedagogia Vocal, da Linguística e da Neurociência da linguagem. A discussão contempla a Musicoterapia Analítica e o uso da improvisação musical, considerando a canção como elemento simbólico, cultural e afetivo no processo terapêutico. Os resultados da revisão teórica indicam que o canto pode favorecer a organização temporal, o desenvolvimento da escuta, o acolhimento emocional e o fortalecimento da comunicação verbal e não verbal. Em crianças com TEA, o uso intencional e repetido de canções pode estimular o engajamento nas interações, a socialização e a ampliação do vocabulário, além de contribuir para o estabelecimento do vínculo terapêutico. Os achados também ressaltam o potencial do canto como recurso acessível e sensível às necessidades comunicativas e emocionais da criança. Conclui-se que a utilização do canto na Musicoterapia constitui uma possibilidade de intervenção para favorecer a linguagem, a comunicação e o bem-estar infantil, embora sejam necessários novos estudos que aprofundem a investigação de sua eficácia clínica em populações neurodivergentes.

 

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Biografia do Autor

Viviane Mota Ramos, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Bahia, Brasil

Soprano, natural de Serrinha-Bahia, é graduada em Pedagogia pela UNEB, Canto Lírico na UFBA e Música pela UNINTER. Especialista em Metodologia do Ensino de Língua Inglesa (Uninter), Musicoterapia (Faculdade Hélio Rocha), Neuropsicologia, Psicomotricidade, Educação Especial Inclusiva (Uniasselvi), Psicanálise (FAVENE), Voz profissional: abordagem multidisciplinar (Faculdade Iguaçu) e Mestrado em Linguística (UESB). Atualmente, é doutoranda em Linguística (UESB), cursa Bacharelado em Fonoaudiologia pela UniFatecie e Especializações em Análise Acústica Vocal Forense, Regência de Coral com Capacitação para Docência, Voz Profissional: Abordagem Multidisciplinar e Neuropsicopedagogia Clínica pelo Instituto EDUCAMINAS. Foi aluna da formação profissional em Psicanálise pela Sociedade Brasileira de Psicanálise Clínica (SBPC) e da licenciatura em Música da UEFS. Concursada em Serrinha, ficou lotada na Filarmônica 30 de Junho por dez anos, onde desenvolveu a disciplina de Educação Musical e Regência do coral infantil em uma proposta inclusiva. Desde 2009, fundou e é regente do Coral 30 de Junho, que atende pessoas com deficiência e promove eventos culturais acessíveis. Desde 2012, atua como Musicoterapeuta no Centro de Apoio Pedagógico para Pessoas com Necessidades Especiais (CAPENE) em Serrinha-Ba e também atuou como Tutora de Polo do curso de Licenciatura em Música da UFBA. 

Carla Salati Almeida Ghirello-Pires, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

É bacharel em Fonoaudiologia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCcamp). Mestre em Psicologia, área de concentração Psicologia Experimental, pelo Instituto de Psicologia (IP) da Universidade de São Paulo (USP) e doutora em Linguística, área de concentração neurolinguistica, pelo Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Pos Doutorado em Psicologia - Universidade Estadual de Maringá. Docente do Departamento de Estudos Linguisticos e Literários (DELL) da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), professora colaboradora do Programa de Pós-graduação em Linguistica (PPGLin) da UESB, membro titular do Grupo de Pesquisa e de Estudo em Neurolinguistica (GPEN) cadastrado no CNPq com atuação na área de pesquisa Síndrome de Down e Linguagem. Coordenadora do Grupo de Pesquisa Fala-Down. Implantou o Bacharelado e a Clínica Escola de Fonoaudiologia do Centro Universitário de Maringá (Cesumar) e coordenou-os de maio de 1998 a dezembro de 2010. Exerce atividades profissionais na área do ensino e da pesquisa, da gestão acadêmico-universitária, docência no ensino superior, supervisão de estágio curriculares e extra-curriculares, orientação de pesquisa no nível de graduação e pós-graduação a partir dos pressupostos da Neurolinguística Discursiva e Teoria Histórico Cultural. Atuou na área clínica fonoaudiológica e escolar, com os problemas de: aquisição de linguagem oral e escrita, interação mãe-bebê, programas de prevenção na área de amamentação e problemas de ordem neurológica e linguistica nas afasia, parkinson, paralisia cerebral. 

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Publicado

2026-11-04