POESIA NA PRISÃO: A ESCRITA DE SI COMO FORMA DE RESISTÊNCIA
Palabras clave:
Prisão, Poesia, Escrita em SiResumen
Este estudo objetiva compreender como a escrita poética, enquanto forma de escrita de si, pode constituir como estratégia de resistência no cárcere. Parte-se da perspectiva de que a escrita de si, ao possibilitar a construção e a reelaboração de narrativas de si, favorece processos de análise interior que desafiam os mecanismos de homogeneização, invisibilização e silenciamento presentes no cárcere. A metodologia é de natureza qualitativa, fundamentada em revisão bibliográfica possibilitando a discussão dos conceitos acerca da prisão (Foucault, 2014) e da escrita de si (Câmara, 2001) em espaços de privação de liberdade como forma de resistência. E, também, da pesquisa documental através de dispositivos legais: Resolução CNJ n.º 391/2021 (Brasil, 2021) e do Levantamento de Informações Penais (Brasil, 2025). A interlocução entre as fontes bibliográficas e documentais indicam que a produção poética desenvolvida no encarceramento ultrapassa a dimensão estético-literária, configurando-se como uma prática de construção de sentidos sobre a própria existência. Conclui-se, portanto, que a escrita de si pode constituir uma estratégia de resistência e produção de subjetividades no cárcere, reafirmando a importância das políticas educacionais e culturais voltadas às pessoas privadas de liberdade. Assim, o fortalecimento das práticas de leitura e escrita no sistema carcerário revela-se fundamental para a efetivação do direito à educação e para a promoção de processos formativos comprometidos com a dignidade humana e a cidadania.
Descargas
Citas
BRASIL. Ministério da Justiça e Segurança Pública. Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN). Novos dados – Levantamento de Informações Penais até dez. de 2025 – SISDEPEN. Brasília, DF, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/senappen Acesso em: 23 jun. 2026.
BRASIL. Conselho Nacional de Justiça. Resolução n.º 391, de 10 de maio de 2021. Estabelece procedimentos e diretrizes a serem observados pelo Poder Judiciário para o reconhecimento do direito à remição de pena por meio de práticas sociais educativas em unidades de privação de liberdade. Brasília, DF, 2021. Disponível em: https://atos.cnj.jus.br/atos/detalhar/3918 Acesso em: 23 jun. 2026.
CÂMARA, Heleusa Figueira. Além dos muros e das grades (discursos prisionais). São Paulo: EDUC, 2001.
FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Tradução de Raquel Ramalhete. 42. ed. Petrópolis: Vozes, 2014.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Colóquio Nacional e Colóquio Internacional do Museu Pedagógico da UESB

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Você é livre para:
Compartilhar - copia e redistribui o material em qualquer meio ou formato; Adapte - remixe, transforme e construa a partir do material para qualquer propósito, mesmo comercialmente. Esta licença é aceitável para Obras Culturais Livres. O licenciante não pode revogar essas liberdades, desde que você siga os termos da licença.
Sob os seguintes termos:
Atribuição - você deve dar o crédito apropriado, fornecer um link para a licença e indicar se alguma alteração foi feita. Você pode fazer isso de qualquer maneira razoável, mas não de uma forma que sugira que você ou seu uso seja aprovado pelo licenciante.
Não há restrições adicionais - Você não pode aplicar termos legais ou medidas tecnológicas que restrinjam legalmente outros para fazer qualquer uso permitido pela licença.