A EXPRESSÃO TERRITORIAL DO TRABALHO NA COMERCIALIZAÇÃO DA COMIDA DE RUA EM ILHÉUS E ITABUNA-BA

Autores/as

Palabras clave:

Trabalho informal, Alimentação, Renda

Resumen

O estudo analisa a expressão territorial do trabalho na comida de rua nas cidades de Ilhéus e Itabuna, no Sul da Bahia, considerando sua relação com o desemprego estrutural, a informalidade e as estratégias de sobrevivência diante das transformações econômicas decorrentes da crise da monocultura cacaueira na década de 1990. Fundamentada nas contribuições de Mészáros e Marx, a pesquisa compreende o trabalho informal como parte das contradições do sistema capitalista e investiga as diferentes formas de organização e comercialização de alimentos no espaço urbano. De abordagem qualitativa, a investigação utilizou entrevistas semiestruturadas com trabalhadores e trabalhadoras, técnica de amostragem em bola de neve (snowball), registros fotográficos e diário de campo, apresentando resultados de tese de doutorado concluída em 2023. Os resultados evidenciam a diversidade de estruturas e práticas de trabalho, que incluem vendedores ambulantes, bicicletas e carrinhos adaptados, barracas, quiosques, trailers e food trucks. Identificam-se diferentes formas de organização laboral, desde o trabalho individual e familiar até relações de contratação e parceria, além da permanência de práticas tradicionais, como a comercialização de acarajé, mingau, beiju, castanhas e cocadas. Observa-se, ainda, que a atividade se distribui intensamente pelas áreas centrais e turísticas das cidades, embora seus trabalhadores estejam sujeitos à precariedade das condições laborais e a processos de desterritorialização decorrentes das requalificações urbanas. Conclui-se que o comércio de comida de rua constitui uma importante alternativa de trabalho e renda diante do desemprego estrutural, revelando as desigualdades socioespaciais e as estratégias cotidianas de sobrevivência da população trabalhadora.

 

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Biografía del autor/a

Greiziene Araújo Queiroz de Sousa, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia/Bahia/Brasil

Possui graduação em Licenciatura em Geografia pela Universidade Estadual de Santa Cruz (2009) , mestrado em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas (2011) e pós-graduação em ensino de Geografia na UESC (2013). Doutorado no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Sergipe (2023).

Sônia de Souza Mendonça Menezes , Universidade Federal de Sergipe/São Cristóvão/Sergipe

Professora Associada IV do Departamento de Geografia da Universidade Federal de Sergipe. Cursou Doutorado, Mestrado e Licenciatura em Geografia UFS. Realizou o Estágio Pós-doutoral no período de 06/2019 a 06/2020 no Laboratório dos Estudos Territoriais -Laboter, vinculado ao Instituto de Estudos Socio Ambientais - IESA na Universidade Federal de Goiás. Coordenou o Programa de Pós-Graduação em Geografia no biênio 2017-2019. Foi Coordenadora adjunta do PPGEO no biênio 2019-2021.Atualmente é Coordenadora Adjunta do Programa de Pós-Graduação em Geografia/UFS. Coordenou os Programas PIBID no período de 2015-2018 e Residência Pedagógica 2018-2019. Participa como membro do Conselho Editorial da Revista Geonordeste e do Conselho Científico da Revista Campo-Território. É líder do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Alimentos e Manifestações Tradicionais - GRUPAM/UFS/CNPq. Integra a Rede de Estudos Agrários-REA formada por docentes da UNESP-Rio Claro-SP; UNIPEL-RS, UNIFAL-MG; UNIMONTES-MG; UFS-SE; UERJ; FURG; UEPG, UPE. Também participa como membro do Centro Internacional de Pesquisa do Observatório de Segurança Alimentar e Nutricional do Estado de Sergipe e da Rede Sial do Brasil. É membro da Rede Sergipana de Agroecologia - RESEA. Coordena pesquisas relacionadas aos estudos sobre a produção, circulação e consumo de alimentos; SIAL-Sistema Agroalimentar Localizados; Soberania e Segurança Alimentar Nutricional; Agroecologia; Geografia cultural e Ensino da geografia. Coordenou o Projeto PROMOB: Análise das novas territorialidades no espaço rural nos estados de Sergipe, Minas Gerais e Goiás financiado pelo Edital CAPES/FAPITEC N 10/2016 - PROMOB, o qual envolveu docentes e discentes dos Programas de Pós-Graduação em Geografia da UFS, UFG e UFMG.

Citas

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MARX, Karl. O capital: crítica da economia política. v. 1. São Paulo: Nova cultural, 1996.

MÉSZÁROS, István. O desfio e o fardo do tempo histórico. São Paulo, Boitempo, 2008.

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SOARES, Célia Moreira. As Ganhadeiras: Mulher e resistência negra em Salvador no século XIX. Revista Afro Ásia, Salvador, n. 17, p. 57-71, 1996. Disponível em: https://portalseer.ufba.br/index.php/afroasia/article/view/20856/13456. Acesso em: 23 maio 2019.

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Publicado

2026-11-04