RELAÇÕES CRIANÇA-NATUREZA E PRODUÇÃO DO TRABALHO DOCENTE: O CRIA COMO PRÁTICA DE RESISTÊNCIA FRENTE À INVISIBILIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Palabras clave:
Afetividade, Formação inicial de professores, Educação matemática, Gênero, Atitudes matemáticasResumen
A Educação Infantil constitui-se como espaço de produção de culturas, saberes e relações, porém ainda apresenta práticas marcadas pela transmissão de conteúdos e pela invisibilização das experiências infantis. Nesse contexto, as relações entre crianças e natureza também são atravessadas por processos de afastamento e redução das possibilidades de investigação e produção de sentidos. Este estudo, recorte de uma dissertação de mestrado em Educação e Formação Docente, tem como objetivo analisar as relações criança-natureza e as potencialidades dos Círculos de Culturas da Infância (CRIA) como prática de resistência frente à invisibilização das experiências das crianças e suas implicações para o trabalho docente. A pesquisa possui abordagem narrativa e interpretativa dialógica, tendo como corpus analítico 34 narrativas da obra Círculos de Culturas da Infância: Narrativas do Cotidiano da Educação Infantil (Silva; Almeida, 2024). As análises preliminares indicam que as experiências das crianças com o mundo físico e natural constituem processos de investigação, produção cultural e construção de conhecimentos, mobilizados pela curiosidade, pelo brincar, pelo diálogo e pelas interações. Entretanto, evidenciam-se tensões entre essas experiências e práticas pedagógicas institucionalizadas que podem limitar a escuta das crianças. Os achados apontam que o CRIA configura-se como possibilidade de resistência ao favorecer o registro, a interpretação e a ampliação das experiências infantis, reposicionando o professor como investigador de sua prática e contribuindo para a construção de currículos sensíveis às culturas da infância e às relações com a natureza.
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Citas
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