INSTITUIÇÃO ESCOLAR ENQUANTO PATRIMÔNIO EDUCATIVO: UMA ANÁLISE HISTÓRICO-EDUCACIONAL SOBRE O COLÉGIO MUNICIPAL DR. ANTENOR LEMOS EM MARAÚ-BA
Palavras-chave:
História institucional; , Memória regional, Patrimônio educativo.Resumo
Este trabalho analisa a história institucional de criação e funcionamento do Colégio Municipal Dr. Antenor Lemos, inaugurado em 1964 no município de Maraú, localizado no sul da Bahia, em articulação ao conceito de Patrimônio Educativo. Oriundo de uma pesquisa de mestrado em andamento vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE/UESC) e ao Grupo de Pesquisa em Política e História da Educação (GRUPPHED/UESC), o estudo adota uma abordagem qualitativa e caracteriza-se como pesquisa de natureza documental. Utiliza dos arquivos do acervo da própria instituição escolar, registros do periódico O Marauense, jornais locais preservados no Centro de Documentação e Memória Regional (CEDOC/UESC) e do levantamento bibliográfico para fundamentação. Os resultados parciais da organização documental evidenciam o papel exercido pelo prédio escolar na ampliação e habilitação do corpo docente da rede de ensino municipal. Idealiza-se, como produto final proposto para a intervenção social, a construção de um memorial escolar físico para resgate e produção da mem´ória escolar da instituição e de seus partícipes. Conclui-se que o reconhecimento do colégio enquanto Patrimônio Educativo e a preservação de sua memória institucional atuam socialmente a favor da valorização identitária e resistência cultural da comunidade de origem quilombola ao preencher lacunas na historiografia da Educação regional.
Downloads
Referências
ANDRÉ, L. A.; SILVA, M. G. da. Grupo Escolar de Ilhéos e o projeto republicano: debate político sobre o uso social da instituição escolar. Revista Caminhos da Educação: diálogos, culturas e diversidades, Teresina, v. 7, n. 1, p. 1-21, 2025.
BARROS, I. A. S.; ALMEIDA, C. B. de. O Gymnasio da Bahia: um espaço elitizado do saber? Cadernos de Educação, Pelotas, n. 67, p. 1-24, e023012, 2023.
CHIOZZINI, D. F.; MESQUITA, I. M. de; TUMA, M. M. Potencialidades da história oral e da memória para o diálogo com professores e professoras em suas singularidades. In: ZAMBONI, E. (org.). Digressões sobre o ensino de história: memória, história oral e razão histórica. Itajaí: Editora Maria do Cais, 2007.
FARIA FILHO, L. M. de. O espaço escolar como objeto da história da educação: algumas reflexões. Revista da Faculdade de Educação, v. 24, n. 1, jan. 1998.
JULIA, D. A. A cultura escolar como objeto histórico. Tradução de Gizele de Souza. Revista Brasileira de História da Educação, n. 1, p. 9-43, jan./jun. 2001.
PAULILO, A. L. A cultura material da escola: apontamentos a partir da história da educação. Revista Brasileira de História da Educação, v. 19, p. e065, 2019.
PIMENTEL, A. O método da análise documental: seu uso numa pesquisa historiográfica. Cadernos de Pesquisa, n. 114, p. 179-195, 2001.
POSSAMAI, Z. R. Patrimônio e história da educação: aproximações e possibilidades de pesquisa. Revista História da Educação, v. 16, n. 36, p. 110-120, jan./abr. 2012.
SAVIANI, D. Instituições escolares: conceito, história, historiografia e práticas. Cadernos de História da Educação, [S. l.], v. 4, 2008.
SOARES, S. J. Pesquisa científica: uma abordagem sobre o método qualitativo. Revista Ciranda, Montes Claros, v. 1, n. 3, p. 168-180, jan./dez. 2019.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Colóquio Nacional e Colóquio Internacional do Museu Pedagógico da UESB

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Você é livre para:
Compartilhar - copia e redistribui o material em qualquer meio ou formato; Adapte - remixe, transforme e construa a partir do material para qualquer propósito, mesmo comercialmente. Esta licença é aceitável para Obras Culturais Livres. O licenciante não pode revogar essas liberdades, desde que você siga os termos da licença.
Sob os seguintes termos:
Atribuição - você deve dar o crédito apropriado, fornecer um link para a licença e indicar se alguma alteração foi feita. Você pode fazer isso de qualquer maneira razoável, mas não de uma forma que sugira que você ou seu uso seja aprovado pelo licenciante.
Não há restrições adicionais - Você não pode aplicar termos legais ou medidas tecnológicas que restrinjam legalmente outros para fazer qualquer uso permitido pela licença.